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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Live de Simona celebra a juventude da música em 70 outonos de simplicidade

Nesta quarta-feira, 22, Manoel Sotero de Oliveira completa 70 anos. É uma idade que não pode ser contada pela frieza cronológica e linear do tempo convencional. É uma idade irregular, insubordinada, que nada tem de convencional. Uma idade de quem é único, singular, do que é inteiro e espontâneo porque é simples. É a idade de Simona.
Para esse cuiabano-grandense a vida e as estações são assim. Sua sensibilidade outonal transfere poro a poro cada emoção e cada possibilidade expressa na arte que carrega pelos palcos e ambientes do universo há mais de cinco décadas. Simona, que nasceu Manoel Sotero de pais cuiabanos de “tchapa e crux”, fabricantes e tocadores de viola de coxo e ganzá de colher, encara os 70 com aquele olhar de menino travesso que não se assusta com os brancos cabelos contrastados com a pele negra.
A coragem alegre e desafiadora deste menino vem a ser uma alternativa para quem está à caça de opções qualificadas e talentosas na arte, como um incentivo a mais para ficar em casa e driblar a pandemia do coronavírus. E estas duas coisas, prevenção e entretenimento, poderão ser exprimentadas em dose dupla, ao mesmo tempo, nesta quarta-feira, 22, a partir das 19h30min. Pelo Facebook, Simona vai comemorar com os circulantes da rede os seus 70 outonos.
Ter a companhia de Simona é privilégio. Primeiro, pela apresentação pessoal. Ele sempre está vestido de simplicidade, por fora e por dentro. Os espontâneos são assim. Foram moldados numa forma de cativação. De aproximação. De naturalidade para chegar e sair pedindo licença, cumprimentando, abraçando e agradecendo. E com esse jeito, decorado pelo apelido que adotou em referência ao ídolo Wilson Simonal, o setentão arrebata com seu talento.
TODOS OS GOSTOS - Simona peregrina pelos mais diferentes gêneros. Não poderia ser de outro jeito. Ou não seria a simplicidade abraçada ao violão, deitada no colo dos filhos e parceiros de palco, Karô Castanha, Mano Oliveira e Simony. A mistura de influências se derrama na voz inconfundível e no suingue que pouquíssimos têm igual, perpetuados em diversos registros sonoros e num único CD.
live de Simona vai levar aos lares um pouco de Zé Ramalho, Djavan, Fagner, Caetano Veloso, Ednardo, Vital Farias, Moraes Moreira, Alceu Valença, Belchior, Elba Ramalho, Jorge Benjor, Tim Maia, Wilson Simonal (evidente), Sandra de Sá, Roberto e Erasmo, Paralamas do Sucesso, Titãs. Os autores e intérpretes regionais estão na fita: Tetê e o Lírio Selvagem, João Fígar, Lázaro Gomes, entre outros. E não faltarão as canções autorais ou em parceria com nomes como Lázaro Gomes e o primo Edson Moraes, pai de seu afilhado e seu sobrinho, os músicos Rodrigo Moraes e Paulo Caballero.