Nos bairros, muitos acham que não precisam de máscara para ir "ali pertinho" - CANAL MS

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sábado, 25 de abril de 2020

Nos bairros, muitos acham que não precisam de máscara para ir "ali pertinho"

Elas não são obrigatórias, mas já foram recomendadas incontáveis vezes. As máscaras de proteção, seja de pano ou descartáveis, protegem da disseminação do novo coronavírus, mas na prática, a recomendação não é seguida por todos, principalmente, quando as tarefas são feitas pertinho de casa Na região da Vila Carlota, Vila Ieda e Jardim Auxiliadora, moradores percebem na primeira saída de casa, gente na rua sem máscaras. Enfermeira, Bernadete Batista, de 40 anos, diz “já estar acostumada” com o uso, devido a profissão. Analisando a presença de pessoas com e sem a proteção andando pelas calçadas, ela observou que “os mais velhos andam com a máscara, os que estão sem são na faixa de 30 anos”.

Com risadas, ela tenta corrigir a amiga que a acompanhou para ir até a academia marcar horário para os treinos. “Percebo que tem gente que anda sem porque fala que é rapidinho, inclusive minha amiga”, aponta.

Ana Cláudia da Silva, 38, opta por usar as máscaras de pano e tem duas. Perto do meio-dia, ela estava sem “pois nenhuma havia secado” e admite sair sem. “Acho que as de pano são mais seguras sim, mas eu mesma admito que vou na minha tia, que é vizinha de casa, sem a máscara”.

O sapateiro Lauro Luceo, de 51 anos, é seletivo no uso. Ele afirma que é comum ver pessoas andando pelas ruas sem máscara. A dele, deixa guardada na gaveta e retira assim que chega qualquer cliente na loja. “Só tiro quando venho sentar aqui na frente, qualquer outro lugar ao ar livre eu uso” A artesã Vanessa Lemes, 48, também reconhece que não usa a máscara. Ela diz ser alérgica e argumenta “atrapalhar a respiração”. Mesmo sem usar quando visita o irmão, também vizinho, ela conscientiza os filhos a não saírem sem, pois trabalham como motoristas de aplicativo. O local onde expõe os artesanatos, feitos com o marido, “é no fundo da casa e não tem tanto fluxo de pessoas”, justifica.

Os relatos nos bairros contradizem a avaliação do prefeito Marquinhos Trad, feita na manhã deste sábado em live no Facebook. Segundo ele, as pessoas voltaram as ruas com comportamento diferente. “Se você comparar com 15 dias atrás, 1 a cada 10 pessoas usavam máscara. Hoje, de 6 a 6.3 pessoas usam. Esse comportamento, é digno de aplauso e sinônimo de respeito"