"Maníaco do Segredo" que atacou casais por uma década é acusado de latrocínio - - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

sexta-feira, 8 de maio de 2020

"Maníaco do Segredo" que atacou casais por uma década é acusado de latrocínio -

João Leonel da Silva é um homem de 40 anos, segregado da sociedade na ala dos “jacks”, como são chamados nas prisões os criminosos sexuais, no IPCG (Intituto Penal de Campo Grande). Tem penas a cumprir até 2032, por condenações que vão de estupro a tentativa de latrocínio. E deve ficar por muito mais tempo encarcerado, se depender de acusação por roubo seguido de morte à qual está respondendo, em inquérito policial relatado ao Judiciário nesta semana. - O documento elaborado pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) atribui a ele, de forma taxativa, a característica de criminoso em série, especialista em atacar casais parados em veículos para namorar. Conforme a reportagem levantou, trata-se de maníaco sexual meticuloso, que agiu anos a fio no entorno da Mata do Segredo, na região norte de Campo Grande.  Entre a primeira desconfiança e o último crime, foram quase 11 anos, com prisões registradas desde 2009.

São sete ataques registrados em boletim de ocorrência e uma suspeita, investigada e arquivada sem apontar culpado pelo desaparecimento de casal de adolescentes.

As imagens descritas são de pavor: armado de revólver, o "Maníaco do Segredo" ameaçava as vítimas, as roubava, estuprava as mulheres, obrigava o casal a fazer sexo, se masturbava observando a cena. Às vezes parecia estar filmando com o celular. Costumava amarrar os namorados e fazer as namoradas andarem pelo mato, por vezes ajoelhadas, sem olhar para ele.

Criminoso "organizado" - Sempre teve a preocupação de não deixar vestígios, mostra o trabalho policial. Para não ser reconhecido, o rosto ficava coberto, com a própria camiseta, além de estar com roupas escuras e largas.  A voz mudava de entonação. Outro “procedimento” era sair de casa com luvas, conforme admitiu a companheira dele em depoimento à polícia. Também lavava tudo e, até, jogava roupas fora.

Agia no entorno da casa onde vivia, no Bairro Nova Lima, sempre a pé. Não sabia dirigir automóveis, por isso nunca levou os carros de quem vitimizava. Ficava com dinheiro e celulares, principalmente, mas nem sempre. Houve casos em que nada foi levado.