“Miami” do sul-mato-grossense corre risco de falir com 5 mil empresas fechadas - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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terça-feira, 19 de maio de 2020

“Miami” do sul-mato-grossense corre risco de falir com 5 mil empresas fechadas

A pandemia do novo coronavírus aliada à disparada do dólar no mercado brasileiro ameaça a sobrevivência de pelo menos cinco mil empresas de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande. A “Miami” sul-americana para milhares de sul-mato-grossenses corre risco de falência em larga escala se o fechamento da fronteira e a proliferação de covid-19 persistirem por muito tempo.

A “quarentena inteligente” adotada pelo governo de Mario Abdo Benítez prevê a reabertura de pequenas lojas no dia 25 deste mês, mas os grandes shoppings de importados seguem sem previsão de quando poderão reabrir as portas.

E pouco adiantaria voltar a funcionar com as fronteiras fechadas, já que o setor de importados dependente essencialmente dos turistas brasileiros. Ontem (18), o presidente paraguaio disse que escolas e fronteiras serão as últimas a serem abertas.

Desemprego - Como efeito dominó da crise do vírus, o desemprego cresce todos os dias em Pedro Juan Caballero. Dos 40 mil trabalhadores formais e informais que dependem diretamente dos turistas brasileiros, boa parte já foi demitida, segundo projeções de comerciantes ouvidos pelo Campo Grande News. O número oficial é desconhecido.

Na semana passada circularam boatos de que o Shopping China, maior loja de importados da América Latina, não abriria mais em 2020. Depois os rumores foram que de o fechamento seria para sempre. Só no Shopping China, são pelo menos três mil trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho encerrado.

Em conversa com o jornalista paraguaio Candido Figueredo Ruiz, baseado em Pedro Juan Caballero, o presidente do grupo Cogorno – dono do Shopping China e do Planet Outlet – disse que as lojas vão continuar fechadas enquanto durar a pandemia, mas não confirmou fechamento em definitivo. Felipe Cogorno Alvarez não projetou data para a reabertura, pois o setor de importados depende da fronteira aberta.

Para justificar as demissões, Cogorno Alvarez disse ao jornal ABC Color que 99% dos clientes do Shopping China são do Brasil, atualmente a nação com a maior infecção do vírus na América Latina. “Vai levar tempo para voltar ao que era antes. No momento o mais importante é salvar vidas”, afirmou o empresário.