Só DNA vai identificar vítimas de "Pedreiro Assassino" e permitir sepultamentos - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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terça-feira, 19 de maio de 2020

Só DNA vai identificar vítimas de "Pedreiro Assassino" e permitir sepultamentos

Das sete vítimas já descobertas do “Pedreiro Assassino”, que agiu em Campo Grande por pelo menos cinco anos, só uma família conseguiu por enquanto dar o “último adeus”, com o sepultamento do corpo de José Leonel Ferreira dos Sandos, 61 anos, achado enterrado no quintal de casa no dia 7 de maio. Para as outras seis pessoas mortas por Cleber de Souza Carvalho, 43 anos, segundo confissão à polícia, o estado dos restos mortais - a maioria deles apenas ossadas - dificulta a identificação documental e consequentemente a liberação para os funerais. Não há prazo para isso. Em geral, costuma levar entre 10 e 15 dias, mas pode chegar a 60, segundo esclarecimento da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) à consulta da reportagem. “Vai ser preciso exame de DNA para a maioria”, explicou a diretora da diretora da Coordenadoria Geral de Perícias, à qual está ligada o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), Glória Suzuki.

Como é feito – A explanação obtida junto a profissionais da perícia é de que os processos para identificação de pessoas mortas por causas violentas começam de forma visual. Depois, a tentativa é pelas impressões digitais. Quando não é possível assim, tenta-se por meio da arcada dentária, mas para isso é preciso obter algum tipo de arquivo odontológico da pessoa, como exames de raio-x.

O DNA é a última opção. Em razão de os corpos das vítimas do "Pedreiro Assassino" terem ficado debaixo da terra, um deles por quase cinco anos, essa será a forma de confirmar legalmente de quem se trata usada, ainda não se sabe para quantos cadáveres.