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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Em alusão ao Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, médica conscientiza sobre essa questão

Junho é o mês das festas juninas, mas também traz o perigo de fogueiras e balões, típicos da comemoração. No entanto, mesmo que, em decorrência da pandemia, não haja festas neste ano, os acidentes domésticos ainda podem causar graves ferimentos e devem ter atenção das pessoas. Em 06 de junho, foi o Dia Nacional de Luta contra Queimaduras. A data alusiva pede a conscientização às queimaduras e seus agentes causadores. 
De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras, cerca de um milhão de pessoas sofrem queimaduras no Brasil. A cada ano, 200 mil são atendidos em serviços de emergência e 40 mil demandam hospitalização. As maiores vítimas, segundo o Ministério da Saúde, são crianças e pessoas de baixa renda. A médica generalista que atua na Cassems, Rayssa Zanatta, fala sobre esse fenômeno.
Rayssa Zanatta explica que a principal consequência das queimaduras é a lesão na pele. “Dependendo do grau da queimadura, pode atingir tecidos mais profundos. Ela pode causar vermelhidão, bolhas, dor intensa e até a morte do tecido”.
De acordo com a médica, os cuidados de um profissional da saúde são fundamentais para o tratamento efetivo de uma queimadura. “Mesmo que em menor grau, as queimaduras exigem cuidados específicos para a devida recuperação. No atendimento médico, a ferida será avaliada e tratada, evitando algumas complicações, como infecção no local”.
Rayssa ressalta, também, a recomendação para que pacientes não tentem amenizar as feridas com receitas caseiras. “No pronto socorro, vemos muitos casos de pacientes que usam em suas queimaduras pomadas para assaduras de bebê, café, sal, entre outros elementos  e, isso, não se deve fazer, não existe benefício nessas aplicações, elas apenas pioram o quadro e necessitam da retirada, sendo por muitas vezes dolorosa. Ainda, não se deve retirar objetos ou roupas grudadas na pele ou estourar as bolhas que surgirem, é preciso ir à uma unidade de saúde e deixar que os profissionais realizem esse procedimento de forma adequada”.
Para socorrer uma vítima de queimadura leve, a médica orienta para lavar com água corrente, esfriando o local do ferimento. “Pode-se usar compressas frias também, mas deve-se levar o paciente imediatamente a uma unidade hospitalar. Nas queimaduras graves, é preciso, imediatamente, acionar unidade de transporte móvel para prestar o atendimento devido”.

Quando procurar atendimento médico
Rayssa explica que a gravidade da queimadura é definida pela extensão da pele atingida. “A classificação do ferimento pode ser elencada em primeiro grau, quando há apenas área avermelhada, atingindo a parte mais superficial da pele. Segundo grau, quando há bolhas e muita dor. Por último, terceiro grau, com lesão esbranquiçada ou mais escura, seca, endurecida, que acomete todas as camadas da pele, podendo atingir estruturas mais internas, como músculo, tendão e osso”.
Conforme explica a médica, é necessário procurar um médico  quando não se tem certeza da gravidade da queimadura. “É preciso buscar atendimento, também, em queimaduras com produtos químicos ou por eletricidade e queimaduras de segundo grau que atingem 10% da superfície corporal em adultos e 5% em crianças. Como, muitas vezes, é difícil saber a porcentagem, em caso de dúvida, a orientação é para buscar o atendimento médico. Queimaduras de terceiro grau e na presença de sinais de infecção precisam de atendimento médico imediato”.