Feriadão polêmico: Recomendação é ficar em casa, mas campo-grandenses se preparam para viajar - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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terça-feira, 9 de junho de 2020

Feriadão polêmico: Recomendação é ficar em casa, mas campo-grandenses se preparam para viajar

Mesmo com apelo da SES (Secretaria de Estado de Saúde) para que a população sul-mato-grossense fique em casa durante o feriadão de Corpus Christi, alguns destinos turísticos e atividades coletivas estão de portas abertas a espera de viajantes e interessados.
Em alguns balneários próximos à Campo Grande, como no município de Rio Verde de Mato Grosso (170 km da Capital), os locais tiveram autorização do município para funcionar com capacidade reduzida e adoção de medidas de biossegurança, como distanciamento social. A cidade teve um caso confirmado da Covid-19, já recuperado, logo no início da pandemia.
O mais famoso deles, Balneário Didi 7 Quedas recebe clientes desde o dia 28 para day use e hospedagem, ao custo de R$ 25 e R$ 100 por pessoa, respectivamente. A lotação máxima é de 100 pessoas e o local afirma seguir as normativas do decreto municipal de 27 de maio de 2020, além das normas da OMS.Em Sidrolândia, que teve 4 pacientes de Covid-19 confirmados e curados, a Fazenda Piana, um dos pontos preferidos por campo-grandenses, também recebe visitantes a partir deste fim de semana, com valores que variam de R$ 15 (crianças de 7 a 12 anos, das 14h às 18h) a R$ 70 (adulto com almoço). O local pede que clientes “sigam os protocolos dos órgãos competentes”.
Grupos de atividades ao ar livre como trilhas e esportes radicais como rapel também estão com agenda aberta para atividades. Nesta quinta-feira (11), os organizadores do grupo Trilha Extrema devem reunir um grupo de no máximo 15 pessoas para trilha na região do Inferninho, em Campo Grande, por R$ 65 por pessoa.
No domingo, os trilheiros também realizam um rapel de 75 metros no Rio do Peixe, no município de Rio Negro, a cerca de 150km de Campo Grande, por R$ 175,00. O limite de participantes é de 20 pessoas e inclui almoço. Os organizadores também garantem que seguem recomendações de segurança de autoridades municipais.
Outras regiões que também são tradicionalmente destinos turísticos, mas mais distantes de Campo Grande, preferiram esperar: a região de Bonito e Bodoquena, conhecidos por balneários de águas cristalinas, até já podem funcionar, mas só devem voltar a receber turistas a partir do dia 1º de Julho, quando o setor turístico terá concluído treinamento com regras de biossegurança.

Fiquem em casa

Vale lembrar que o avanço no número de casos de Covid-19 está longe de reduzir em Mato Grosso do Sul. Nesta terça-feira (9), os dados do boletim do coronavírus apontam 131 novos exames positivos em MS, com média de mais de 5 novos casos por hora e total de registros oficiais de 2.455.
De acordo com os dados da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Dourados segue na liderança em número de casos e de confirmações: os números de hoje trazem 61 confirmações na cidade, com total de 674. Em segundo lugar vem Campo Grande, que teve um novo caso de covid-19 confirmado por hora, levando o total a 422.
Na última segunda-feira (8), a taxa de isolamento de Mato Grosso do Sul chegou a ser medido em 35,1%. Isso significa que apenas esta porcentagem permaneceu em casa e o nível mínimo recomendado pelo Ministério da Saúde é de 60%.
A situação é preocupante, porque o índice de 35% é o mesmo de antes da pandemia, ou seja, quando não havia recomendação de isolamento social. A medida é recomendada para evitar a transmissão do vírus e o consequente aumento de casos. Em diversos países e até em cidades brasileiras, sair de casa sem necessidade durante a pandemia foi proibido – o chamado lockdown.
Em live nesta terça-feira (9), o titular da SES, Geraldo Resende, fez apelo para que as pessoas ficassem em casa durante o feriadão.
“Feriado prolongado. Será que não dá para cada um dos que nos assiste colaborar para que a gente chegue a um patamar de taxa de isolamento aceitável ou vamos ser campeões de rebeldia, de irresponsabilidade? Parece que a população de MS está fazendo opção pela morte. Dá pra gente tentar chegar a 60% nesses quatro dias? Eles podem evitar muitas e muitas mortes daqui a duas semanas”, pontuou o secretário.