Revelação feita em 1986 pelo médium Francisco Cândido Xavier. - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

sábado, 20 de junho de 2020

Revelação feita em 1986 pelo médium Francisco Cândido Xavier.

O jornal Folha Espírita, de maio de 2011, trouxe uma revelação feita em 1986 pelo médium Francisco Cândido Xavier, sobre o futuro reservado ao planeta Terra e a todos os seus habitantes, nos próximos anos.   
        Chico Xavier disse que  não devemos esperar privilégios, pois Jesus, o exelcelso Mestre, passou por todo tipo de dificuldades, fato que  deve servir de roteiro para a Pátria do Evangelho e que um  dia haveremos de ressuscitar das cinzas de nosso próprio sacrifício para demonstrar, ao mundo inteiro, a imortalidade.
         Ele lembrou que   o homem  ingressou na comunidade planetária, deixando o solo do mundo terrestre para pisar pela primeira vez o solo lunar. O homem, por seu próprio esforço, conquistou o direito e a possibilidade de viajar até a Lua, fato que se materializou em 20 de julho de 1969. 
          Disse Chico Xavier   que Jesus deliberou conceder uma moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969 e a findar-se em julho de 2019. Ordenou Jesus, então, que seus emissários celestes se empenhassem mais diretamente na manutenção da paz entre os povos e as nações terrestres, com a finalidade de colaborar para que nós ingressássemos mais rapidamente na comunidade planetária do Sistema Solar, como um mundo mais regenerado, ao final desse período.            Algumas potências angélicas de outros orbes de nosso Sistema Solar recearam a dilatação do prazo extra, e foi então que Jesus, em sua sabedoria, resolveu estabelecer uma condição para os homens e as nações da Terra. Segundo a imposição do Cristo, as nações mais desenvolvidas e responsáveis da Terra deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear.
A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada III Guerra Mundial. Segundo a deliberação do Cristo, se - e somente se -  as nações terrenas, durante este período de 50 anos, aprendessem a arte do bom convívio e da fraternidade, evitando uma guerra de destruição nuclear, o mundo terrestre estaria enfim admitido na comunidade planetária do Sistema Solar como um mundo em regeneração. Nenhum de nós pode prever os avanços que se darão a partir dessa data de julho de 2019, se apenas soubermos defender a paz entre nossas nações mais desenvolvidas e cultas;  o Brasil cumprirá o seu papel no grande processo de espiritualização planetária,  chamado mais diretamente a desempenhar o seu papel de Pátria do Evangelho, exemplificando o amor e a renúncia, o perdão e a compreensão espiritual perante os povos migrantes.
Outra decisão dos benfeitores espirituais da Vida Maior foi a que determinou que, após o alvorecer do ano 2000 da Era Cristã, os Espíritos empedernidos no mal e na ignorância não mais receberiam a permissão para reencarnar na face da Terra. Reencarnar aqui, a partir dessa data, equivaleria a um valioso prêmio justo, destinado apenas aos Espíritos mais fortes e preparados, que souberam amealhar, no transcurso de múltiplas reencarnações, conquistas espirituais relevantes como a mansidão, a brandura, o amor à paz e à concórdia fraternal entre povos e nações. Insere-se dentro dessa programação de ordem superior a própria reencarnação do mentor espiritual de Chico Xavier, o Espírito Emmanuel, que, de fato, veio a renascer, segundo Chico informou a variados amigos mais próximos, exatamente no ano 2000. Todos os demais Espíritos, recalcitrantes no mal, seriam então, a partir de 2000, encaminhados forçosamente à reencarnação em mundos mais atrasados,  de expiações e de provas aspérrimas, ou mesmo em mundos primitivos, vivenciando ainda o estágio do homem das cavernas, para poderem purgar os seus desmandos e a sua insubmissão aos desígnios superioriores. 
Sobre tudo isso, é interessante recorrermos a um interessante estudo feito por Kardec a respeito  dos sucessivos períodos que seriam experimentados pelo Espiritismo: o da curiosidade, o filosófico, o da luta, o religioso, o intermediário e o da regeneração social. Este estudo foi publicado  na edição de dezembro de 1863 da Revista Espírita, que circulou na capital francesa durante doze  anos seguidos, de 1858 a 1869, e que foi fundada e dirigida por Allan Kardec.
         O período da curiosidade corresponde à época das mesas girantes, ou mesas falantes, porque se locomoviam em diversas direções e maneiras e respondiam, por pancadas (para sim ou para não), a perguntas que eram feitas.  Era um fenômeno comum em toda a Europa, no século dezenove. De 1853 a 1855,  constituíam um passatempo para animar a frivolidade dos salões e a curiosidade das massas, mas atendiam, na verdade, a uma determinação do Alto, despertando as consciências para a imortalidade da alma e a realidade do Espírito.
         Na época, o fenômeno das mesas girantes serviu de atração e divertimentos sociais. Para a Doutrina Espírita, no entanto, serviu de ponto de partida para estudos mais sérios, quanto à comunicação entre encarnados e desencarnados.
         Observando o fenômeno, Allan Kardec concluiu que “se uma mesa que não tem boca para falar, cérebro para pensar e nervos para sentir dá respostas inteligentes, é porque atrás dela tem algo inteligente.”
         No  O Livro dos Médiuns, item 77,  Allan Kardec explica o fenômeno:  “Quando, pois, um objeto é movido, erguido ou atirado no ar, o Espírito não o pegou, não o ergueu nem o atirou como  nós o fazemos com as mãos. Ele o saturou, por assim dizer, com o seu fluido, combinado com o do médium. O objeto, assim momentaneamente vivificado, age como um ser vivo, com a diferença de não ter vontade própria e obedecer ao impulso da vontade do Espírito”.
         O período  filosófico foi marcado pela publicação de O Livro dos Espíritos, cuja primeira edição surgiu em 18 de abril de 1857, com 501 perguntas de Allan Kardec e as respostas dos Espíritos às questões importantes do conhecimento humano. Contém, escritas em negrito, explicações de Allan Kardec, em complementação a alguns assuntos relacionados.
         A segunda (e definitiva) edição surgiu em 16 de março de 1860, com 1.019 questões.
         O período da luta foi assinalado pelo auto-de-fé de Barcelona, que aconteceu em 9 de outubro de 1861, com a queima, em praça pública,  de  exemplares de  O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, coleções da Revista Espírita  e diversas obras e brochuras espíritas, num total de 300 volumes,  enviados por Allan  Kardec ao editor Maurice Lachatre, estabelecido em Barcelona.  Os livros foram interceptados no Correio pelo bispo de Barcelona, Don Antônio Palau Y Termens, que ordenou a queima dos mesmos   na fogueira da Inquisição.
         O ato infame foi cometido às dez horas e meia da manhã sobre a colina da cidade de Barcelona, no lugar onde eram executados os condenados à pena máxima.
         Anunciada a queima dos livros, Allan Kardec consultou o seu guia espiritual sobre se deveria reclamar junto às autoridades espanholas,  obtendo a resposta: “Tens o direito de reclamar a devolução das obras e certamente as terás de volta desde que faças a reclamação por intermédio do Ministério das Relações Exteriores de França; a minha opinião porém é que maior bem resultará do auto-de-fé, que da leitura de alguns volumes. A perda material será grandemente compensada pela repercussão que terá o ato da queima dos livros – o que concorrerá para a propaganda da Doutrina. Compreendes quanto uma perseguição tão ridícula e tão retrógrada pode fazer progredir o Espiritismo na Espanha? As ideias  espalhar-se-ão com tanto mais rapidez, quanto maior for o escândalo da condenação”.
         Dito e feito. O fato, ao invés de denegrir o Espiritismo, serviu para o engrandecimento da Doutrina Espírita; como a Fênix, a ave que na mitologia egípcia, depois de queimada, ressurge das próprias cinzas.
         O período religioso é  quando são traçadas as diretrizes para a regeneração moral do homem; quando as luzes do Evangelho se espalham em todas as direções, convidando a todos para um viver mais feliz, na exemplificação dos ensinamentos de Jesus, que ensinou o homem a pensar e lançou as bases para a fé raciocinada, valorizada pela Doutrina Espírita.
         O período intermediário será a continuação deste período.
         O período de regeneração social acontecerá quando a Terra passar  de mundo de expiação e provas e atingir a categoria de mundo de regeneração. É quando a Humanidade que povoará a Terra será composta  por pessoas que somente desejem o bem.
         As pessoas que atualmente estão voltadas à prática do bem terão a  oportunidade de voltarem à Terra numa próxima reencarnação,  para continuarem a  desenvolver o bom trabalho que desenvolveram aqui, em prol do progresso da própria Terra. Quanto àqueles  que, hoje, estão barbarizando e espalhando a violência,  a grande maioria deles não poderão mais retornar para cá, indo reencarnar em um mundo atrasado,  que esteja de acordo com a evolução que conseguiram alcançar, aqui. Não é que, nesses casos, o Espírito regrida.  Na sua caminhada,  ele jamais regride. No caso, o Espírito fica no estado estacionário em que se encontra, para daí  seguir a sua caminhada, rumo à sua evolução.
         Neste período de regeneração social predominarão os valores cristãos, baseados na caridade, na humildade e no amor ao próximo. Os homens desfraldarão somente a bandeira da união e da solidariedade.
            (Altamirando Carneiro)