Barbeiro que matou secretário é esquizofrênico e abandonou tratamento - - CANAL MS

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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Barbeiro que matou secretário é esquizofrênico e abandonou tratamento -

O barbeiro Fernando Souza Gonçalves, 31, que na tarde de sábado (4) matou a golpes de faca o secretário municipal de Agricultura Familiar de Dourados, Alceu Junior Silva Bittencourt, 36, é apontado como esquizofrênico e havia parado de tomar os medicamentos há pelo menos dois meses. De lá para cá, passou a consumir bebida alcoólica e a usar drogas. - A informação foi relevada pela tia dele em depoimento na manhã desta segunda-feira (6) ao delegado Rodolfo Daltro, do SIG (Setor de Investigações Gerais). Ela apresentou exames comprovando que o sobrinho tem esquizofrenia e os medicamentos para tratamento psiquiátrico que ele deixou de usar.


A mulher contou que Fernando mora com ela há pelo menos cinco anos. O pai dele mora em Presidente Prudente (SP) e a mãe do rapaz vive na Inglaterra. Neste ano, o barbeiro teria parado de usar os medicamentos e passou a consumir droga e álcool.

“O Fernando aparenta estar em surto psiquiátrico, parou de tomar os medicamentos e passou a consumir bebida alcoólica e droga. Ele alega que o Junior o estava ameaçando, encaminhando mensagens para a tia dele, mas ela nega. É possível que a suposta ameaça tenha sido delírio dele por causa da doença”,

Droga – No momento em que foi preso por guardas municipais na barreira sanitária da Avenida Presidente Vargas, ontem à noite, Fernando estava com uma porção de maconha no carro. Depois do crime, ele fugiu para Itaporã, onde ficou na casa de amigos e perambulando pelas ruas até voltar para Dourados e ser preso na entrada da cidade.

Interrogado hoje cedo na 1ª Delegacia de Polícia Civil, onde fica a sede do SIG, Fernando deu versões desencontradas para tentar explicar a motivação do crime.

Sociedade – Ele disse que havia comprado equipamentos para montar um salão próprio, mas Junior Bittencourt teria pedido que ele ficasse no estabelecimento de propriedade do secretário até o final do ano, para depois se tornarem sócios. Em contrapartida, teria de pagar R$ 10 mil a Junior Bittencourt para entrar como sócio do salão onde ocorreu o crime.

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