Doença autoimune desconhecida agravou saúde e fez Cleber morrer de covid aos 45 - - CANAL MS

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sábado, 11 de julho de 2020

Doença autoimune desconhecida agravou saúde e fez Cleber morrer de covid aos 45 -

Praticamente recuperado, Cléber Silva Mendes, saiu de leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e foi transferido para enfermaria, depois de ter sido considerado curado da covid-19. Não estava. Em uma semana, o quadro se agravou e precisou de cuidados intensivos novamente. Ele não resistiu, e faleceu em 7 de julho, aos 45 anos.Um buraco foi aberto em sua família, formada pela esposa, filha de 20 anos e filho de 11. “Ele era nosso pilar”, diz Amanda de Sousa Mendes, filha do empresário, que até então, não apresentava nenhuma cormobidade, doença prévia que pudesse justificar o agravamento do estado de saúde. -Para a família, Cléber se infectou durante viagem a Maracaju, para onde foi para resgatar caminhão de sua empresa, que havia sido danificado. Dois dias depois da volta, apresentou os primeiros sintomas, já com muita tosse e falta de ar. Mesmo sem diagnóstico positivo para covid-19, em 9 de junho, quando procurou atendimento médico, já ficou internado.

Amanda conta que o pai vinha de histórico de tratamentos de saúde, entre eles de uma dengue, contraída um mês antes da covid-19. Ele também ficou internado e as plaquetas estavam muito baixas. Diante do quadro, os médicos suspeitaram de que ele estaria com alguma outra doença de base, não identificada, responsável pela baixa na imunidade. -Havia risco de ser leucemia, ou alguma outra doença autoimune ligada ao sangue, mas o diagnóstico ainda não havia sido fechado. A desconfiança de que Cleber tinha alguma enfermidade surgiu no fim de 2019 e ainda estava sendo investigada.

A filha conta ainda que o pai só foi liberado da internação quando esteve com dengue porque os hospitais de Dourados estavam se preparando para o atendimento dos pacientes com covid-19 e terminou o tratamento em casa. “Daí ele seguiu a vida normal, mascarando algumas dores que tinha com analgésico”, relatou.Quando surgiu a necessidade de viajar a trabalho para Maracaju, Amanda lembra que tanto ela, quanto sua mãe pediram que Cleber não fosse e que enviasse alguém no lugar para fazer o atendimento. Isso, tanto pelo medo do novo coronavírus, quanto pelo cuidado com a saúde.

Ida e volta – E segundo Amanda, foi justamente a tal doença de base, que acabou não sendo descoberta de fato, que mantinha a imunidade de Cleber baixa e o prejudicou, a ponto de melhorar, mas depois ter que voltar a um leito de UTI depois de contrair a covid-19.

“Ele ficou dois dias internado em enfermaria e então foi pra UTI e começou melhorar. Passou um tempo e ele voltou pro quarto de enfermaria, onde ficou pelo menos uma semana e então teve que voltar pra UTI. Foi praticamente um mês internado”, contou, lembrando que a internação foi em 9 de junho e o óbito, dia 7 deste mês.

De acordo com a jovem, os médicos do Hospital Santa Rita, que cuidaram de seu pai, foram bem abertos desde o início do tratamento, de que o caso dele era “grave, gravíssimo. A gente estava ciente desde o início”. -