Vítima de falso frete, caminhoneiro “renasceu” 4 dias antes do aniversário “Segurei firme no revólver. Não soltei e ele também não”, disse. Ele atirou contra o assaltante que faleceu pelo ferimento - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sábado, 22 de agosto de 2020

Vítima de falso frete, caminhoneiro “renasceu” 4 dias antes do aniversário “Segurei firme no revólver. Não soltei e ele também não”, disse. Ele atirou contra o assaltante que faleceu pelo ferimento


A polícia militar, perícia técnica da polícia civil, delegado e investigadores da delegacia de pronto atendimento comunitário da região central também estão no local.  Vizinhos curiosos com a tentativa de golpe seguida de homicídio na rua erma do Jardim Carioca (Foto: Kisie Ainoã)

Cenografia de filme de ação marcam os minutos que antecederam a morte de jovem “de 20 anos”, ainda sem identificação, que aplicou golpe de falso frente em motorista contratado para o “serviço”. Morador do interior do Paraná, o motorista, 42, “renasceu” 4 dias antes do aniversário,que ele faz no dia 26, o mesmo dia do aniversário da Capital do estado que o fez passar “terror” , que quase tirou a vida do trabalhador, segundo ele alega.


Ainda sujo após ter rolado no chão em luta com o assaltante, tomava fôlego e recontava os passos das cenas que ele contou ter “invertido" durante o assalto. O caminheiro diz ter tomado a arma do ladrão, que estava apontada para a barriga da vítima do assalto. Foi nesse momento que ele diz ter feito o que, provavelmente, no calor do momento, faria o assaltante: atirou.


De Medianeira (PR), conduziu caminhão ao longo de 700 km para quase morrer em Campo Grande. Ele foi contratado pelo jovem que morreu baleado, segundo afirmou, e que se fez passar por cliente. O jovem ainda não foi identificado pela polícia, e o motorista disse que ele mentiu ao contar que precisava levar a mudança da mãe para Cascavel (PR). Por telefone, o ladrão disse que se chamava “Damião Sobrinho”, informou o motorista.

Viagem - O caminhoneiro contou ter saído do Paraná na sexta-feira (21), por volta das 16h, e que dormiu em Dourados antes de vir para Campo Grande nesta manhã (22). Quando chegou ao Jardim Carioca, tudo mudou, disse ele.

As conversas eram todas pelo Whatsapp e o “contratante” tinha mandado a localização por GPS, declarou o motorista. Os ladrões alugaram casa em rua de terra, erma, quase na saída para Sidrolândia, uma quitinete onde, momentos depois do tiro, o assaltante faleceu. Como foi - Três quadras antes de estacionar na frente da residência, ele diz que dois assaltantes, ainda com o caminhão em movimento, invadiram o veículo. Um deles, que foi apreendido pela polícia, é adolescente. O motorista disse que antes de começar a luta com um dos ladrões, continuou dirigindo com a arma apontada para o próprio abdômen.


Com naturalidade, contou ter largado o volante quando percebeu “movimentação em uma das residências” da rua. Disse ter pulado para cima do assaltante e segurado a arma junto com ele. E, então, os dois - com a porta aberta e o caminhão em movimento - caíram no chão e continuaram em luta até que, com o revólver na mão, ele diz ter puxou o gatilho.


“Segurei firme no revólver. Não soltei e ele também não”, afirmou.

“Fica tranquilo” – Antes de atirar contra o ladrão, declarou que ouvia “fica tranquilo, só vamos levar o caminhão”.

Agora, fica a dor no corpo e a sensação estranha de, com rapidez, ter matado para não morrer, conforme alega.

A arma - Os dois ladrões entraram na quitinete e a vítima da arma de fogo morreu no banheiro. Antes de fugirem, segundo alega o motorista, o adolescente teria tentado atirar, mas a arma parece ter travado.

O adolescente disse à polícia que ele era conhecido como “macarrão”. A arma, que o adolescente contou ter jogado no matagal, foi achada em terreno baldio ao lado da quitinete.