Apesar de privilégio a candidato, “lista da discórdia” não fere regra eleitoral Exigências são cotas para candidaturas femininas e cota racial. No mais, partido tem autonomia para definir os critérios - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Apesar de privilégio a candidato, “lista da discórdia” não fere regra eleitoral Exigências são cotas para candidaturas femininas e cota racial. No mais, partido tem autonomia para definir os critérios

 A “lista da discórdia”, citada durante a briga entre Pedro Kemp, que disputa a prefeitura  de Campo Grande pelo PT, e Karla Cânepa,  candidata a vereadora pelo mesmo partido, mostra privilégios, como o repasse de R$ 45 mil para um único candidato, mas não descumpre regra da Justiça Eleitoral.


De acordo com o apurado pela reportagem, há duas regras para o uso do fundo eleitoral: um terço deve ser destinado para candidaturas femininas e  cota para negros. No mais, o partido tem autonomia para definir os critérios de divisão.


A lista mostra que  de 43 candidatos a vereador em Campo Grande, oito candidatos receberam mais recursos,  principalmente do Diretório Estadual do PT.


A reportagem fez levantamento no site da Justiça Eleitoral e verificou que há candidatos que recebem recursos de três fontes: Eleições 2020 Pedro Cesar Kemp Gonçalves, direção municipal e direção estadual. Enquanto Karla Cânepa recebeu financiamento somente da direção municipal: R$ 5.225,49.


A candidatura com maior investimento é de Ilmar Renato Granja Fonseca, o Ilmar Mamão, que participou do programa BBB (Big Brother Brasil), da Rede Globo.  Ele arrecadou R$ 61.677,59, sendo R$ 45 mil repassados pela direção estadual do PT, R$ 5.216 da direção municipal e R$ 4.313 da Eleições 2020 Pedro Kemp.  Boicote -  A candidata afirma que sofre boicote e que a doação da campanha de Pedro Kemp chegou somente nesta semana, com total de R$ 5.182,35.  “Quando vi que os outros tinham recebido muito mais dinheiro, joguei no grupo de mulheres quer o Kemp era demagogo e ele começou a me ligar”, afirma Karla.


Ela conta que não atendeu.  Na sequência,  o candidato chegou exaltado ao comitê, exigindo que a postagem fosse apagada, e a briga foi gravada por uma pessoa que estava no local.


“Me senti agredida e ia fazer o Boletim de Ocorrência na Delegacia da Mulher”, conta Karla. As imagens da briga foram divulgadas nas redes sociais pelo seu irmão. Ela relata que foi excluída dos grupos da campanha.


Em nota à imprensa, Kemp diz que se exaltou  "diante das más intenções da candidata, que reafirmava suas falsas acusações, pois durante toda minha vida pública nunca aceitei injustiças".