Fonoaudióloga e enfermeiro são primeiros em testes da vacina BCG contra covid Fiocruz alerta que vacina BCG não tem comprovação de eficácia contra a covid e pede para população não ir aos postos tomá-la - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Fonoaudióloga e enfermeiro são primeiros em testes da vacina BCG contra covid Fiocruz alerta que vacina BCG não tem comprovação de eficácia contra a covid e pede para população não ir aos postos tomá-la

 Uma fonoaudióloga e um enfermeiro que estão na linha de frente no combate ao coronavírus abriram os testes da vacina BCG contra a covid-19 na manhã desta segunda-feira (19), no auditório da Famed (Faculdade de Medicina) da UFMS. Os dois representaram os 2 mil profissionais de saúde voluntários da pesquisa da Fiocruz em Mato Grosso do Sul.


Danielle Leite, de 41 anos, é fonoaudióloga no Hospital Regional e trabalha na parte de amamentação e deglutição e conta que quando ficou sabendo do estudo, quis participar. "Estou super confiante, espero que dê certo porque a gente precisa o mais rápido possível. Tenho filho pequeno e pais idosos, fico muito preocupada de levar a doença para casa", fala.  Doutor em Doenças Infecciosas, o enfermeiro Everton Ferreira, de 32 anos, se sentia orgulhoso em fazer parte dos testes. "Como profissional de saúde e pesquisador, sei da importância dos estudos científicos e estou feliz de poder contribuir", disse.


Dentre todos os participantes, Danielle e Everton receberam todas as orientações de como vai funcionar e por quanto tempo será a pesquisa. A vacina BCG foi aplicada no braço, em cima da marca já existente da BCG tomada na infância, e só aconteceu depois que os dois realizaram os exames swab e coleta de sangue.  Coordenador da pesquisa, o médico Júlio Croda explicou como a vacina atua no corpo e ressaltou que se trata de um estudo internacional. "São 10 mil profissionais de saúde convocados no mundo toda. A Austrália já recrutou 3 mil, hoje Campo Grande está começando com 2 mil e no mês que vem, a pesquisa vai começar o recrutamento no Rio de Janeiro, com mais 1 mil profissionais de saúde", descreveu.


Croda também ressaltou que se trata de um teste e que nada foi comprovado da atuação da vacina da covid-19. "Por isso a gente pede para as pessoas não irem até as unidades de saúde para pedir a aplicação da BCG, mesmo sendo uma vacina antiga, nada foi comprovado".  Coordenadora da Fiocruz em Mato Grosso do Sul, Gislaine Guilhermino fala que o estudo trouxe e deixará um legado para Mato Grosso do Sul. "Coloca em destaque a nossa competência técnica e científica e o Estado em uma situação de protagonismo na busca de respostas para a sociedade".


Secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende emendou dizendo que toda a parte estrutural está disponível, como o Lacen (Laboratório Central de Mato Grosso do Sul), bem como todos os profissionais da saúde. "Queremos continuar a parte de pesquisa, já celebramos três acordos de cooperação e estamos na expectativa de assinar mais um até o final do ano. Esperamos que Mato Grosso do Sul possa contribuir para este objetivo principal, de encontrar uma vacina para a covid".