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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

AMPLA VISÃO| Inevitável: sorrisos e lágrimas das urnas

 CAMPO GRANDE: Os eleitores mais interessados em gestão eficiente do que em ideologia. Isso explica o recado das urnas. Ruas conservadas, lixo recolhido, vagas nas creches, transporte eficiente e boa educação pesaram. O dia a dia proporciona a visão mais próxima daquele eleitor pragmático quanto a administração e seus desafios. 


VITORIOSOS: A vitória de Marquinhos Trad (PSD) no maior colégio eleitoral deu-lhe cacife para 2022. Também o PSDB do governador Reinaldo exibe musculatura ao eleger 37 prefeitos. Outra sigla em ascensão é o DEM - venceu em 15 cidades com a ministra Tereza Cristina da Agricultura - vitaminando-se para concorrer em 2022. 

DERROTADOS: O maior deles foi o ex-governador Puccinelli: patrocinador do candidato Marcio Fernandes (MDB) - só 12.522 votos (3,01%), 5º lugar, atrás da estreante Sidnéia (Podemos). O desempenho do MDB no interior também decepcionou; venceu em 9 cidades – a maioria de colégios eleitorais pequenos sem grande influência. 

ZERADO: O PT sonhava eleger até 10 prefeitos. Pedro Kemp – sem participação do ex-governador Zeca na campanha superou os 21.377 votos (4,87%) de Vander Loubet (PT) em 2012. Os 34.546 votos (8,32%) obtidos por Kemp foram por méritos pessoais pela sua atuação parlamentar em prol da educação e em segmentos da igreja católica. 

HARFOUCHE: O discurso moralizador de Promotor de Justiça (Avante) contaminado desde 2018 ao aceitar ser candidato a vice governador e governador pelo MDB, sigla estigmatizada pelas denúncias de corrupção contra o ex-governador Puccinelli. Suas fotos naquele palanque emedebista ficaram gravadas na memória do eleitor. Seus 163.314 votos ao senado na capital em 2016 resultaram em 48.094 votos para prefeito. 

TRAMPOLIM? Cada eleição tem o próprio roteiro. Postulantes a prefeito da capital não podem se fiar nos votos de agora. 2022 é outra história: cenário e roteiro imprevisíveis. O aviso vale especialmente para a delegada Sidnéia (Podemos);Vinícius Siqueira (PSL); Marcelo Miglioli (SD), Esacheu (PP) e o deputado João Henrique (PL). 

MARA CASEIRO: (PSDB) participou vitoriosamente das eleições prefeituras em 26 municípios (de Mundo Novo a Alcinópolis) e também ajudou a eleger 80 vereadores. Uma retribuição a fidelidade dos companheiros que lhe deram 23.813 votos no pleito em 2018. Como sempre a parlamentar tucana está motivadíssima. Isso é muito bom! 

EM BAIXA: Após deixar o PT o ex-deputado Paulo Duarte só perdeu eleições. Já no PDT em 2016 perdeu na tentativa de reeleição de prefeito de Corumbá para Ruiter Cunha (PSDB). Obteve 21.027 votos (41,41%). Agora no MDB, ele é derrotado de novo - com votação menor: 13.418 votos (26,99%. Aos 57 anos, ele tentará em 2022? 

O CASO de Paulo Duarte é um exemplo das oscilações e desgastes a que estão sujeitos os políticos ao longo das eleições. A inquietude do eleitor atento ao cenário e aos seus personagens do entorno do poder político tem resultado em escolhas interessantes. Mas é a marca da democracia. Aceitá-la é preciso mesmo quando o resultado é adverso. 

FADIGA: O excesso de protagonismo também atingiu Roberto Hashioka (PSDB) em Nova Andradina. Prefeito por 16 anos, exerceu cargos públicos e elegeu a sua mulher Dione deputada estadual. Agora perdeu a eleição ao manter o estilo insensível ao novo olhar crítico do eleitor pelo excesso de empoderamento do ‘Clã Hashioka’, É o fim? 

‘ABACAXIS’: Esqueçam as promessas. Os novos prefeitos terão pouca margem de manobra para driblar os desafios da queda da arrecadação e o aumento da despesa. Austeridade ou populismo? Vereadores e funcionários consomem boa parte da receita. Enxugar o quadro nesta crise? Vai sobrar para o Governo Federal. E tem caixa pra isso? 

FOGUETES: Deputado Lídio Lopes comemorando o desempenho de seu ‘Patriota’ nas eleições. O partido elegeu 3 prefeitos (Glória de Dourados, Eldorado e Tacuru), 31 vereadores em 22 cidades – Edu Miranda e dr. Sandro Benites na capital – vários vices prefeitos, inclusive Adriane Lopes reeleita em Campo Grande. Plantou colheu! 

RESSACA! Nas redes sociais as broncas de derrotados pela ‘ingratidão’ dos eleitores. Falam dos gastos, confessam dívidas e até doações de brindes. Um anuncia a venda da ‘Belina-89’; outro ficou sem seus 40 carneiros e um terceiro revoltado prometeu que irá se vingar não dando mais empregos em sua empresa para eleitores de sua cidade. 

DOIS NOMES: João Alfredo Danieze vencendo as eleições em Ribas do Rio Pardo mesmo na sigla (PSOL) de esquerda numa cidade conservadora contra políticos tradicionais. Outro é Akira Otsubo (MDB); superando problemas de saúde e desmistificando a sua idade (82) ao se eleger prefeito de Bataguassu derrotando o candidato da situação. 

EX-PARLAMENTARES derrotados para a Câmara da capital: Luiza Ribeiro (PT), Ribeiro da Ciclo (PODE), Aluízio Borges (PODE), Dr. Antônio Cruz (PSDB), Elizeu Dionísio (MDB), Renato Gomes (MDB), João B. Medeiros (SD), Magali Picarelli (MDB), Odilon Nakasato (PTB) e Coronel Ivan (MDB). Agora é tchau! 

THE END? A trajetória de Odilon de Oliveira Filho (PSD) começou em 2016 com 6.825 votos para a Câmara da capital Em 2018 tentou a Câmara Federal - 19.198 votos. Nesta eleição - só 1.534 votos, 5.291 votos a menos que na estreia. A ausência de seu pai (ex-juiz) na campanha teria sido a causa do desastre? A cada eleição uma lição. 

‘OS BRIMOS’: Depois de Beirute o próximo destino do senador Nelsinho Trad (PSD) será Istambul. O convite do Governo Turco foi feito através embaixador Murat Ates - recebido pelo senador, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado quando trataram do incremento das relações comerciais entre os 2 países. Sinal Verde. 

MILITARES: 21 deles derrotados para a vereança da capital: General Adalberto, subtenente Edlaine, Coronel Ivan, Major Centurião, Cabo Cassimiro, Cabo Silveira, Cabo Pereira, Coronel Rogério, Cabo Anna, Subtenente Mota, Bombeiro Quintana, Sargento Viana, Tenente Mônaco, Sargento Lemes, Coronel Penha, Capitão Arce, Coronel Komyama, Cabo Anita, Sargento Elmo, Suboficial Gérson, Sargento Betânia, O Coronel Vilassanti (PSL) foi o único eleito vereador. 

“AMÉM JESUS”: 3 vereadores da capital ligados diretamente a igrejas evangélicas se reelegeram: Gilmar da Cruz e Betinho (ambos do Republicanos) e Papy (SD). Pastores derrotados: Martha Teixeira (Republicanos) 1.502 votos; Carlos Bazo (Patriota) 1.330 votos; Maria Rosa (Solidariedade) 70 votos; Jeremias Flores (Avante) 1.303 votos. 

DA MÍDIA: Em baixa. Ninguém desta área se elegeu vereador em Campo Grande. Cazuza (PP) 1.278 votos; Jean Potência (PSD) 1.257 votos; João B. Medeiros 977 (SD); Magali Picarelli (MDB) 494 votos; Jonas de Paula (PSDB) 394; Marinalva (DEM) 182 votos; Rodrigo (PP) 158; Gabino Lino (PSDB) 90 votos; Karina Ketti (SD) 151 votos. 

PROFESSORES: Em alta! Na capital nada menos que 37 candidatos a vereança, com o PT (7) e PDT (6) apresentando o maior número deles. Foram eleitos os professores João Rocha (PSDB) - 4.157 votos; Riverton (DEM) 3.987 votos e André (Rede) - 1.910 votos. Destaque para o professor (Ubras) surdo Samuel (PTB) que obteve 279 votos.