Depoimento de assassino contradiz versão de pai sobre morte de Everton De acordo com delegado, em depoimento, Petterson apresentou duas contradições em relação ao caso - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Depoimento de assassino contradiz versão de pai sobre morte de Everton De acordo com delegado, em depoimento, Petterson apresentou duas contradições em relação ao caso

 Após se entregar à polícia na manhã de hoje, Petterson Ribeiro Dutra, 27 anos, assassino confesso de Everton Quebra de Oliveira, 29 anos, prestou depoimento ao delegado Giuliano Biaccio, titular da 6º Delegacia de Polícia Civil, e dois pontos chamaram a atenção por contradizerem versão que pai de Petterson havia dito à polícia na terça (24).


O jovem também entregou a arma do crime para a polícia, uma faca sem serra, com cerca de 14cm de lâmina. A arma foi apreendida, Petterson foi ouvido e liberado.


De acordo com o delegado, as duas contradições são em relação à agressão contra a adolescente, e também sobre o local de onde saiu a faca que atingiu o peito de Everton e que feriu outras duas pessoas.


Petterson alega que a menina chegou esmurrando seu carro, até aí a versão é a mesma de Zildo dos Santos Dutra, de 55 anos, pai do assassino. Mas segundo Petterson, ele não empurrou a adolescente para longe, como seu pai havia falado em depoimento.


O jovem alega que apenas chegou perto e falou bem alto com ela. Após isso ele teria manobrado seu carro e estacionado mais distante do local da festa. Petterson disse que, ao abrir a porta e tentar sair do veículo, foi abordado pelo pai da adolescente, que o segurou no vão entre o carro e a porta.  Nesse momento um rapaz, que seria o sobrinho da vítima, chegou dando um soco em seu rosto, com a confusão, Petterson se abaixou e pegou a faca, que segundo ele, estava na porta do motorista. Essa é a segunda contradição, já que seu pai havia dito que a faca estava em uma cadeira, em frente à sua casa, e que seria usada para descascar uma laranja.


Segundo o jovem, ele pegou a faca para tentar se desvencilhar das agressões que estava sofrendo de 5 ou 6 pessoas, em certo momento Everton saiu da festa e chegou dando uma "voadora" em Petterson, que ainda estava no vão da porta e esticou o braço para se defender, momento em que desferiu o golpe de faca no peito de Everton.


"Eu não dava estocada, dava golpes pra cortar e fugir das agressões. Não dei nenhum golpe para perfurar alguém", disse Petterson.


Ele ainda alega que com uma mão defendia o rosto e com a outra usava a faca para afastar os agressores.


Após a facada, de acordo com o assassino, Everton deu uma "tonteada", momento em que mais gente chegou na confusão, totalizando cerca de 20 pessoas o agredindo, conforme seu pai já havia dito em depoimento.


As pessoas teriam se afastado para socorrer a vítima, nesse momento Petterson disse que conseguiu gritar por sua esposa, entraram no carro e fugiram do local do crime.  o delegado Giuliano Biaccio informou que já ouviu o depoimento de praticamente todas as testemunhas envolvidas. Ontem a esposa de Petterson também prestou depoimento, a versão dela reforça o que o jovem disse.


"Pelas minhas contas falta apenas o jovem que teria levado quatro facadas nas costas e que está internado", diz Giuliano, que completa informando que esse rapaz deve ter alta entre hoje e amanhã, e assim que o estado de saúde estiver bom, será ouvido.


Protesto - Como forma de homenagear e protestar pela morte de Everton, a família da vítima fará um mutirão de doação de sangue neste sábado (28), às 7h, no Hemosul de Campo Grande.


Everton morreu na noite do último domingo (22) durante a festa de aniversário de seu irmão, no Portal Caiobá II. Ele chegou a ser socorrido e levado para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.