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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Estado garante que não é preciso se preocupar com novo vírus da Bolívia

 Em nota oficial da SES (Secretaria Estadual de Saúde), emitida no fim da manhã de hoje (18), o Estado garante que não é preciso se preocupar com o vírus Chapare (CHHF), que matou três pessoas na Bolívia, em 2019. Segundo a nota, não há casos registrados em 2020 na Bolívia, portanto, não há riscos de transmissão nos municípios que fazem fronteira com o país vizinho.

Comunicado do Ponto Focal Nacional para o Regulamento Sanitário Internacional, do Ministério da Saúde, foi enviado para a SES, informando sobre o estudo no jornal inglês The Guardian, onde cientistas descobriram que o vírus chapare, uma rara doença, foi identificada na Bolívia e pode ser transmitido entre humanos, após registros de casos na Bolívia em 2019. Somente cinco casos foram registrados na Bolívia em 2019, mas nunca foram registrados casos no Brasil.

Procedimento padrão, dentro dos protocolos do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), o comunicado foi enviado para vigilância do município de Corumbá, distante 419 km da Capital, para que a Rede de Saúde se atente para possíveis casos suspeitos que atendam à definição, assim como já existe uma lista de doenças sendo monitoradas. Não há casos registrados da doença recentemente.

O vírus é transmitido por alimentos e água contaminados pela saliva, urina e fezes de ratos infectados. Também pode ocorrer a transmissão de humano para humano, conforme observado pelo estudo de cientistas do CDC-EUA (Centro de Prevenção e Controle de Doença dos Estados Unidos). Entre os sintomas causados pelo vírus Chapare (CHHF), estão febre, dor de cabeça, vômito, diarreia, dores nas articulações, erupções cutâneas e sangramentos nas gengivas - e pode levar à morte.

Vírus chapare

Foi informado pelo CDC que três profissionais da saúde foram contaminados por dois médicos em La Paz, capital da Bolívia. Em consequência, um dos pacientes e dois médicos morreram. Ao jornal The Guardian, epidemiologista do CDC explicou que o vírus pode ser carregado por ratos, gerando contaminação em humanos.

Antes de 2019, o único registro de contaminação pelo vírus foi em 2004 na região da cidade de chapare, no mesmo país. Os estudos do CDC indicam que vários fluidos corporais podem carregar o vírus. Todas as informações foram divulgadas no encontro anual da Sociedade Americana de Higiene e Medicina Tropical.

Também foi informado que o vírus pode ter circulado ao longo dos anos sem ser detectado justamente por se parecer com a dengue.

Por Ana Oshiro

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