Pandemia congela mensalidade, mas pais seguem com "medo" da matrícula Na Educação Infantil, muitas crianças não se adaptaram ao ensino a distância e pais tem medo de perder dinheiro de novo - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sábado, 7 de novembro de 2020

Pandemia congela mensalidade, mas pais seguem com "medo" da matrícula Na Educação Infantil, muitas crianças não se adaptaram ao ensino a distância e pais tem medo de perder dinheiro de novo

 A chegada de 2021 levanta nova preocupação sobre o aparente clima de normalidade que volta a desenhar-se na pandemia. Apesar de algumas escolas particulares retomarem as atividades presenciais com plano de biossegurança na Educação Infantil e traçarem estratégias como congelamento de mensalidades, os pais ainda têm dúvidas sobre se mandam as crianças para escola no próximo ano.


Necessário para manter as aulas durante a pandemia, o método de ensino distância se tornou dilema para muitos pais, principalmente os com filhos menores de 5 anos. Pedidos de cancelamento de matrícula viraram rotina em algumas escolas, já que as crianças apresentam dificuldade para se adaptarem em atividades não presenciais. Como a ameaça da doença ainda permanece, alguns pais estão pensando bem, se vão efetuar a matrícula para o próximo ano.


A veterinária Daniele Salomão Mascarenhas, 29 anos, foi uma das que enfrentou problemas com o cancelamento das aulas presenciais. “No começo, ele ficou super empolgado [com as aulas on-line], só que depois ele perdeu totalmente o interesse. A gente não conseguiu se adaptar 100%”, relembra.


Diante do pouco aproveitamento, ela e o marido cogitaram cancelar a matrícula da criança. Só não fizeram, pois a escola ofereceu 20% de desconto na mensalidade e menino precisava estar cursando a pré-escola para poder ingressar no Ensino Fundamental no próximo ano. “Teve meses que a gente pagava e ele fazia uma aula on-line”.


Por falta de opções, a criança voltou a frequentar as aulas presenciais oferecidas com plano de biossegurança. Apesar de já pensar na matrícula para o ano que vem, a família resolveu adiar o início da vida escolar da filha mais nova, de 1 ano. “Eu tive que diminuir minha carga de trabalho durante a pandemia. Estava pensando em voltar, mas resolvi voltar atrás. A gente resolveu esperar mais um ano para mandar [ela para escola] e esperar sair a vacina”.


Escolas se surpreenderam – Apesar do temor dos pais, a administração de escolas particulares ouvidas pela reportagem do Campo Grande News se surpreendeu com a quantidade de matrículas já realizadas.


Diante da situação atípica, as instituições, temendo queda na procura pelos serviços, ofereceram facilidades no pagamento da mensalidade. A Escola Gappe voltou com a Educação Infantil presencial, mas manteve a maior parte dos alunos em aula remota para respeitar os protocolos de biossegurança. Mesmo assim, a escola conta com rematrículas e matrículas antecipadas para o ano letivo de 2021.


Conforme a diretora, Sandra Ferreira, os pais ainda estão divididos sobre a retomada das aulas presenciais com capacidade máxima, porém, optaram por manter as matrículas. “Estamos fazendo planos diferenciados de pagamento dependendo do dia da matrícula. Os pais que estão assinando contrato agora podem ter benefícios”, explica.


Cintia Borges, coordenadora da Escola Casulo, afirma que as procura por matrícula até agora, supera as expectativas. “Estamos mantendo o preço desse ano e o pessoal está fazendo. Estamos surpresos. São tanto alunos nossos, quanto novos”, garantiu.


Segundo ela, os pais apresentam preocupação com relação a adoção do plano de biossegurança para atender os alunos no próximo ano. “Os pais estão super comprometidos com a regra”, explicou.