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Campo Grande (MS),

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Passageiro que matou motorista de aplicativo é condenado a 18 anos de prisão Julgamento foi realizado, nesta terça-feira, um ano e seis meses após o crime

 Assassino do motorista de aplicativo Rafael Baron, Igor César de Lima Oliveira, de 24 anos, foi condenado a 18 anos de prisão, nesta terça-feira (17). A sentença foi proferida há pouco, pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.


O julgamento de Igor foi realizado 1 ano e 6 meses após o crime. Rafael foi morto a tiros, na noite do dia 13 de maio de 2019 e, segundo a Polícia Civil, o autor dos disparos teria ficado com ciúmes, somente porque o rapaz conversava com a esposa do suspeito durante o trajeto, chegando a fazer três perguntas a mulher.


A decisão do juiz levou em consideração o que ficou definido pelo Conselho de Sentença, que decidiu por todas as teses da defesa e condenar Igor por homicídio doloso qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de porte ilegal de arma de fogo.


Pelo homicídio, Igor foi condenado a 15 anos de prisão, levando em consideração a pena mínima, de 12 anos, e as duas qualificadoras. Já por porte ilegal de arma, foi condenado a 3 anos, totalizando 18 anos de prisão em regime fechado.


Mais cedo, mesmo sem poder acompanhar o júri devido a medidas de prevenção ao novo coronavírus, a esposa de Rafael, Karinne Pereira Baron, de 26 anos, esteve no Fórum da Capital. Ao Campo Grande News, ela afirmou que os dias que antecederam o julgamento foram os mais difíceis, devido a ansiedade por justiça. "Está sendo muito difícil. Ontem tive bastante crise de choro em lembrar dos momentos. Não está sendo fácil, eu quero que a justiça seja feita. Ele era o alicerce essencial do nosso lar", comentou ao se referir ao esposo.


O crime - O motorista de aplicativo foi assassinado a tiros por Igor, que estava foragido do sistema prisional.


Igor se apresentou à polícia três dias depois do assassinato, confessou o crime e foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.


O réu confesso já respondia processo em regime aberto por roubo. Pelo homicídio, não teve a prisão pedida pelo promotor do caso, José Arturo Iunes Bobadilla, e nem decretada pelos juízes (tanto o magistrado que analisava o crime de homicídio, Carlos Alberto Garcete, quanto por Albino Coimbra Neto, fiscalizador do cumprimento da pena pelo roubo).


O réu acabou fugindo em outubro do mesmo ano e foi preso quatro meses depois.