Ano teve pastor "famoso" por cárcere privado e até "tapinha no bumbum" Membros de igrejas evangélicas viram seus nomes envolvidos em polêmicas, ao longo do ano - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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domingo, 27 de dezembro de 2020

Ano teve pastor "famoso" por cárcere privado e até "tapinha no bumbum" Membros de igrejas evangélicas viram seus nomes envolvidos em polêmicas, ao longo do ano

 Não há como negar que em 2020 aconteceu de tudo! E, entre as tantas situações inusitada, líderes de igrejas evangélicas protagonizaram momentos polêmicos ao longo do ano. Teve pastor sendo preso por manter a mulher em cárcere privado, descumprindo medidas sanitárias em plena pandemia e flagra de “tapinha no bumbum” que deu o que falar.

A primeira situação do ano envolveu o então pastor Jesus Gorgs, de 40 anos, da Igreja Assembleia de Deus. No dia 12 de março, denúncias levaram equipes policias até o sobrado onde o religioso mora com a esposa, na Rua Cláudia, no Bairro Giocondo Orsi. As primeiras informações indicavam cárcere privado, o que acabou se concretizando assim que os primeiros policiais chegaram ao local.

Na ocasião, Gorgs chegou a transmitir ao vivo, por uma rede social, agressões contra a mulher mantida refém. Nas imagens, ele aparecia com uma faca e, segundo pessoas próximas que assistiram o vídeo, chegou a ameaçar a cortar roupas e o cabelo da esposa. A vítima ficou impedida de deixar o quarto da residência por aproximadamente 7 horas. No dia seguinte, conforme a delegada da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Maíra Pacheco, que assumiu o caso na época, a vítima narrou em depoimento que o pastor ficou ciumento e agressivo depois que ela passou por cirurgias estéticas, em janeiro deste ano.

Ainda segundo a delegada, na noite anterior ao caso, a vítima e Gorgs foram a uma festa com casal de amigos da mesma congregação religiosa. A dupla dormia na casa da vítima como forma de dar suporte, pois o relacionamento enfrentava problemas.

Na manhã seguinte, dia o cárcere privado, o pastor trancou a porta do quarto quando a mulher começava a se arrumar para ir trabalhar, por volta das 8h. Gorgs ainda tomou o celular da vítima antes de dar início as agressões, interrompidas só às 15h pela polícia.

Preso, Gorgs chegou a perder o cargo de liderança dentro da Assembleia de Deus, mesmo tendo conseguido responder ao processo em prisão domiciliar. Porém, em junho, a juíza Jacqueline Machado, titular da 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campo Grande, revogou a prisão após a vítima também revogar o pedido de medida protetiva contra ele. Os dois reataram o relacionamento cerca de três meses após o ocorrido. Medida sanitária  – Em plena pandemia do novo coronavírus, grupo de fiéis liderado pelo pastor Paulo Ferreira, da igreja “Pai, Filho e Espírito Santo”, no Jardim Cento-Oeste, repercutiu após vídeo gravado em noite de adoração mostrar dezenas de pessoas, sem máscara, participando de um culto no mês de julho.

A forma como foram recebidas equipes de fiscalização, compostas em sua maioria por guardas civis metropolitanos e servidores da vigilância sanitária, viralizou na internet.

Segundo a Guarda Municipal revelou, na época, os frequentadores da igreja se negavam a seguir o decreto publicado pela prefeitura da Capital, exigindo o cumprimento de normas de biossegurança, uma das principais formas de prevenir o contágio da covid-19.

Vídeo gravado no local comprovou a situação. "Nós vamos morrer todo mundo junto", afirma, exaltado, o líder religioso aos fiéis, ao questionar se todos seriam presos. Em outro momento, ele também diz que as equipes deveriam estar nas ruas prendendo assassinos, traficantes e ladrões. Com a bíblia aberta, o pastor e outros fiéis começaram a rezar na calçada da igreja, enquanto um deles rolava no chão.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na delegacia de plantão da área, o líder religioso ainda gritou dizendo: "O covid não existe, quem manda aqui é Deus, e não promotor, prefeito e governador".

No dia seguinte, uma das portas da igreja foi lacrada após fiscais retornarem ao local e serem recebidos pelo pastor barra de ferro em mãos.

Mesmo assim, a noite, fieis voltaram a se reunir no espaço por meio de um outro acesso, que posteriormente também foi lacrado, permanecendo por 72 horas Deu o que falar – Mais recentemente, o pastor que viu teu nome ser envolvido em polêmica foi Antônio Dionizio, da Assembleia de Deus. Isso porque, em vídeo divulgado na internet, o então presidente da Comadems (Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de Mato Grosso do Sul) apareceu dando tapas no bumbum de ex-funcionária da igreja.

A cena repercutiu de forma negativa entre membros da igreja e boatos de envolvimento amoroso entre eles vieram à tona, inclusive, envolvendo traição. Porém, todas as situações foram negadas pela mulher que aparece nas imagens. Na ocasião, o pastor também se justificou aos membros da igreja, contudo, as explicações parecem não ter sido suficientes, já que vídeo postada em rede social mostra grupo indignado, dentro da igreja.

Ao ver teu nome envolvido na situação, Gleicy Motta, ex-cantora sertaneja e jornalista, falou sobre o assunto em live, no Facebook. Durante pouco mais de uma hora e meia, ao falar da repercussão do vídeo, a mulher chegou a atacar membros da Igreja Assembleia de Deus e insinuar relações promíscuas dentro da igreja. Ela chegou a dizer ter sido ameaçada de morte.

No início de novembro, Antônio Dionizio desistiu da presidência da Comadems ao se afastar após alegar questões de saúde e afirmar que não disputaria o cargo, durante eleições que aconteceram no dia 12 de dezembro.