Quase um ano depois do crime, Suetônio Pereira Ferreira, 57 anos, vai a júri pelo assassinato da florista Regiane Fernandes de Farias, 39 anos, em janeiro de 2020. A decisão é do juiz Aluízio Pereira dos Santos da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

sábado, 19 de dezembro de 2020

Quase um ano depois do crime, Suetônio Pereira Ferreira, 57 anos, vai a júri pelo assassinato da florista Regiane Fernandes de Farias, 39 anos, em janeiro de 2020. A decisão é do juiz Aluízio Pereira dos Santos da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

 Regiane foi a primeira vítima de feminicídio de 2020. Ela  morreu no hospital horas depois de ser baleada por Suetônio enquanto chegava na floricultura onde trabalhava no Carandá Bosque. Na época o acusado ainda tentou se matar atirando contra a própria cabeça, mas sobreviveu e foi levado para presídio.


O crime aconteceu no dia 18 de janeiro de 2020, e a decisão de ida a júri saiu nesta sexta-feira (18), exatamente 11 meses após o acontecimento. Na sentença o juiz cita que a materialidade do crime fica comprovada no laudo necroscópico que traz como causa da morte “choque hipovolêmico provocado pela ação de instrumento perfuro contundente – projétil de arma de fogo”, ou seja, morte por disparo de arma de fogo.


Além disso, os indícios comprovam que o autor do crime foi Suetônio, que não aceitava o fim do relacionamento e esteve no local na data e hora do crime, conforme testemunhas que relataram como tudo teria acontecido naquele 18 de janeiro.


O júri de Suetônio está previsto para acontecer em março de 2021, conforme a decisão, caso nada impeça.  Crime – Regiane foi a primeira vítima de feminicídio de 2020. Ela foi baleada por Suetônio quando chegava na floricultura onde trabalhava. Em seguida, o autor atirou contra própria cabeça mostrando intenção de se matar.  Após ser atingida pelos disparos, Regiane chegou a ser intubada na Santa Casa, mas acabou morrendo horas depois. Suetônio também chegou a ser socorrido, mas não sofria risco de morte.


Na ocasião, testemunhas relataram que a florista havia terminado meses antes o relacionamento com Suetônio, mas ele não aceitava o fim. Ele passou 18 dias internado e quando recebeu alto foi levado para o Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho.