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sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

AMPLA VISÃO| Qual o futuro do PT e MDB em MS?

 APOSTA: Espancado em 2020 - o MDB local vê na candidatura da senadora Simone à presidência do Senado a chance da reabilitação. Ledo engano. Na hipótese dela vencer, sua capilaridade nacional seria insuficiente para reverter esse quadro desgastante devido as prisões decorrentes da corrupção e o ‘recado’ nas urnas. São coisas diferentes. 


PROJETO: Após o nocaute do candidato Marcio Fernandes (aposta da renovação) na eleição da capital, o MDB ficou refém do ex-governador Puccinelli – que já sente o peso da idade – e não atrai nomes que encantem para retomar o protagonismo no MS. Aliás, é o mesmo estágio de desgaste e envelhecimento que atinge o PT por aqui. 

DETALHES: Eleição para o governo é pesada. Sem estrutura de poder e sem nomes para dar sustentação e credibilidade ao discurso é complicado. Quais os outros nomes do MDB que poderiam se engajar e acrescentar positivamente na campanha? E até lá é possível decisões judiciais envolvendo Puccinelli - carrear mais desgastes ao partido. 

‘BIG BROTHER’: Impossível ignorar a mídia na formatação da opinião. Na política não é diferente. Todos os dias a mídia chega antecipando-se ao velho noticiário noturno da TV. As pessoas podem até fingir, mas sabem de tudo, repassando a terceiros, independentemente se é verdade ou mentira . Os efeitos são cruéis – devastadores. 

‘DOLCE FAR NIENTE’: Os momentos indolentes na praia do ex-ministro Mandetta (DEM) e do comunicador Luciano Hulck clicados e postados no facebook - motivam comentários . A maioria das postagens pelo fato de ambos, influenciadores da opinião pública, não estarem portando as mascaras protetoras contra o Covid 19. Tiro no pé! 

MÃOS DADAS? As notícias fazendo referência aos’ interesses comuns’ de ambos tem ajudado a garantir a visibilidade do ex-ministro, ao mesmo tempo em que é citado (ironicamente) de vez em quando por Bolsonaro. O olhar de desejo dele seria mais em direção à Brasília do que num projeto local. Muda de partido? Costura com quem? 

NA PRANCHA: Para muitos Mandetta ainda surfa naquela onda de exposição ministerial para tentar fazer parte de um novo projeto político em nível nacional. Faz sentido - porque em termos de base de sustentação política aqui no Estado ele tem dificuldades. E mais: o DEM ‘guaicuru’ não é uno - os interesses são múltiplos. 

INTERROGAÇÃO: 2019 foi marcante para Ricardo Ayache; assumiu o comando da Cassems e do diretório regional do PSB. Mas seu dinamismo na Cassems foi a antítese na seara política. Apesar das expectativas no pleito da capital - ele decidiu pelo apoio a reeleição de Marquinhos (PSD). Questiona-se: mudará de atitude em relação a 2022? 

LOTERIA: Há cargos públicos ‘saborosos’ mas invisíveis. O amigo Youssif Domingos largou a politico para chefiar a Agepan. Sábio, discreto, passou despercebido. Agora com o fim de seu mandato - abriu a temporada de cobiça e muita gente sonha com esses 4 anos (iniciais) de paraíso. Não sei qual é o trabalho, mas deve ser muito ‘interessante’. 

VEREANÇA: As redes sociais mostram o nível. Em Nova Lima (MG-95 mil hab.) o novo presidente apenas soletrou frases desconexas ; em Matureia (PB) um vereador foi incapaz de ler o juramento ; em Itupeva (SP-55 mil hab.) outro vexame. Amostras do que vem por aí e que vai desaguar um dia nas prefeituras, Assembleias e Congresso. 

NA REDE: Parentes, amigos e adversários na posse, munidos de celular para registro das imagens e discursos do evento. Nesta hora aflora o velho espírito crítico da política, colocando vereadores em situação de desgaste - antecipando-se ao exercício do próprio mandato. No interior é assim: adversário político é adversário 365 dias por ano. 

CASSILÂNDIA: Vereador ‘Osvaldo Baiano’ acusou um colega de ‘santagens’ e foi corrigido para usar o termo ‘chantagens’. Jeitoso ele completou: “é santagens sim, pois V.Exa. fica dando uma de santinho”. Apesar dos risos da plateia, Osvaldo estava certo ao empregar (sem conhecer) - a figura do neologismo ‘santagens’, derivativo de santo. 

PREGUIÇA? Eu diria falta de tempo, pragmatismo. Os leitores não querem saber de textos longos, complexos, vistos como ‘defesa de tese’. Como a leitura é descartável, a opção crescente é pelo ‘resumo do resumo’. Para piorar, a nova geração ‘alfabetizada’ na internet escreve pessimamente e nem com aulas de caligrafia consegue melhorar. 

ACABOU! O capricho era a marca das palavras inseridas em documentos oficiais. Os livros antigos dos cartórios, por exemplo, são exemplos em extinção de verdadeiros tesouros. Se antes eram os médicos referências de letra ruim, hoje o modelo é extensivo a outros profissionais e categorias, inclusive aos professores. O que fazer? 

BRAÇOS ESTICADOS: É só abrir o WhatsApp para ver a guerra da vacina onde ‘infectologistas, sanitaristas e bioquímicos’ se digladiam. Estando no grupo de risco o colunista não tem conhecimento científico para defender essa ou aquela vacina. Emitir opinião sobre algo desconhecido é burrice. Portanto, nossos braços estão a postos. 

O QUADRO: Nossas vidas interrompidas, por uma paralisia que gera insegurança e perturbação nas relações com o tempo, memória, família e trabalho. É preciso cuidado para não perder o chão ao se refletir sobre o ontem, hoje e futuro. O tal ‘home office’ só quebra o galho – além de invadir o espaço doméstico, acabou limitando nossas pernas. 

OS DESIGUAIS? Além das discriminações habituais, outro fator poderá servir de referencia na identificação das pessoas: a criação da casta de vacinados (privilegiados) se o remédio não chegar à todos no mesmo prazo. Cenário maluco, de demagogia com a política misturada à saúde – servindo de palanque para os nossos ‘santos políticos’. 

CASA CAIU! Não é culpa do governo. Um dia teria que acontecer. Criaram agências ( deficitárias) demais para atender aos políticos e com a nova realidade econômica o Banco do Brasil não é mais o mesmo. Aliás, o atendimento ao público vem deixando a desejar. Os seus funcionários parecem insatisfeitos e pouco felizes em suas funções. 

THE END: Dinheiro de investidor não tem pátria. O objetivo final é o lucro. Esse caso da Ford é apenas mais um. Se as empresas de calçados no Brasil saíram do Sul rumo ao Nordeste, a mesma postura se aplica as multinacionais. Essa bronca da esquerda e dos sindicalistas não procede. Impostos demais e vendas de menos criaram o clima final. 

“Liderança é a capacidade de exigir que as pessoas façam o que não querem fazer gostem de o fazer”. (Harry Truman)