Entrevista – prefeito de Camapuã Manoel Nery - CANAL MS

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Entrevista – prefeito de Camapuã Manoel Nery

 


O novo prefeito de Camapuã Manoel Nery concedeu entrevista exclusiva ao Canal MS para falar sobre os assuntos que mais interessam a população. Manoel é natural de Iretama, Paraná, formado em agronomia e tem 49 anos de idade. Na entrevista ele reafirmou seu compromisso com todas as áreas, em especial, com saúde e moradia e área rural. Confira!

Quais as primeiras ações o senhor está realizando como prefeito de Camapuã? Sonhamos estar aqui e foi uma decisão pessoal. Mas precisava passar pelo crivo da população. Na segunda tentativa deu certo e agora iniciando os trabalhos. A demanda é grande e estamos trabalhando bastante. Todos os dias eu chego à prefeitura umas 6h da manhã e só vou embora umas 20h. Estamos atribulados, mas iniciando uma boa administração.

Ao assumir a administração, qual a situação atual da prefeitura? Assumimos a prefeitura no melhor momento do ex-prefeito Delano. Apesar da pandemia, em 2020 Camapuã teve uma arrecadação muito boa e isso fez com que ele conseguisse realizar no ano passado uma série de obras. Agora, estamos assumindo a obrigação de terminar essas obras e iniciar a administração com a cidade em uma estágio melhor do que ele recebeu quando assumiu há 4 anos.

Como estão os equipamentos e maquinários?

Esta é uma das demandas que ele (Delano) não conseguiu sanar. Mas estamos na expectativa de receber do Ministério da Agricultura alguns maquinários, o que já está em processo, e acreditamos que até o meio do ano receberemos estes maquinários novos. Através do Governo do Estado, também tem um projeto de entrega de kit de maquinário para cada município. É o que foi transmitido pelo governador Reinaldo Azambuja.

Um dos gargalos de todos os municípios do país é a saúde. O senhor já entrou na prefeitura trabalhando nesta área. O que pretende fazer? Sim. Recebemos a saúde com um pouco de estoque de medicamentos na farmácia básica, que deve atender a demanda deste mês e do mês de fevereiro e já estamos organizando uma nova licitação. Precisamos também organizar a licitação dos medicamentos que são judicializados. São duas licitações separadas. Vamos licitar e não deixar mais acabar os medicamentos. Esse é nosso compromisso.

Com relação ao hospital, ele sempre foi “uma pedra no sapato” da administração municipal. O que o senhor pretende fazer? Primeiro precisa acontecer a troca da diretoria, pois a atual já cumpriu os dois mandatos permitidos. Existe uma única chapa e quem deve assumir a direção do hospital é o Leandro da Pinesso. Nós pretendemos manter o mesmo valor do ano passado para o convênio, que é de R$ 160 mil por mês. A eleição vai acontecer nos próximos dias e a partir disso, vamos sentar com a nova diretoria para organizar esse convênio. Acreditamos que esse recurso seja suficiente para manter a unidade. Já para a realização das cirurgias eletivas, que estão paradas devido à pandemia, talvez seja necessário fazer uma suplementação, o que ainda vamos avaliar. Além disso, estamos com esperança de voltar logo às atividades normais em toda a cidade, assim que sair a vacina do Coronavírus. Por isso, uma das coisas que solicitamos de imediato foi a habilitação do município para comprar em torno de 5 mil doses da vacina caso seja necessário. O objetivo é atender os grupos de risco para que Camapuã possa voltar o mais rápido possível para a normalidade.

E quais os planos para a zona rural? Pretendemos fazer uma ótima administração na área rural, mas para isso temos que adquirir maquinário novo, seja com a ajuda do Estado ou por meio de outras parcerias. Isso está no nosso plano de governo e vamos ser atenciosos com área rural.  A zona rural era um gargalo do governo anterior, até porque não tinha maquinário. Mas com o maquinário que temos já iniciamos o atendimento na estrada do Postinho do Mané Torto, onde há agricultura e pecuária de corte e os pecuaristas precisam retirar os animais para abate. Foi solicitado por eles esse trabalho e iniciamos a ação, que é paliativa, passando a patrola para melhorar a via.

Com relação à assistência social, existem diversas pessoas que dependem do poder público. Já foi feito algum levantamento sobre isso? Como o Governo Federal estava destinando o Auxílio Emergencial para a população carente, a assistência social no município vinha com uma certa tranquilidade de maneira geral, já que quem estava escrito no programa, não estava precisando receber cesta básica do município. Mas com a finalização do auxílio no mês de janeiro, já está havendo um aumento dessa demanda. Temos um pouco de cestas básicas que foram licitadas no governo passado e algumas que chegaram no começo do mês. Nosso objetivo é fazer um recadastramento organizado das famílias para poder realizar os atendimento dentro necessidade que realmente precisa. O que for necessário vamos fazer.

Com relação à moradia, o que o senhor pretende fazer para sanar o déficit existente hoje? Apesar desses poucos dias à frente da prefeitura, já estivemos na Caixa Econômica para conversar sobre alguns convênios que existem, relativos à pavimentação asfáltica, e aproveitamos para falar sobre moradia. A Caixa nos mostrou um vasto estudo sobre moradia e afirmou que tem recurso para a construção de casas. Hoje aqui em Camapuã estão sendo construídas 8 residências, iniciadas pela administração passada. Estamos terminando essa construção e a de mais 10 bases de casas, que serão entregues para que a pessoa contemplada finalize a obra. Nesse projeto a Agehab financia a cobertura ao proprietário. Estivemos também com representantes da Agehab falando sobre isso e eles afirmaram que tem condições de disponibilizar mais algumas casas, tanto para quem já tem o terreno, com custo zero para o proprietário, quanto nesse outro projeto, onde é feita só a base da casa. Paralelo a isso, temos um terreno ao lado do Monumento Cristo Redentor, onde estamos avaliando a possibilidade de construir um novo conjunto habitacional. Pretendemos iniciar de imediato esse projeto e já estamos de olho em outras áreas para poder construir mais casas. É importante fazer isso no início da administração para concluir os projetos até o final.

Com relação ao emprego, muito se falou em frigorífico. Vieram recursos federais e nada foi feito. O senhor tem algum projeto para isso? O maior projeto de emprego que uma prefeitura pode ter é fazer os serviços públicos funcionarem para que assim, as empresas que tenham condições financeiras de investir dentro do estado, vejam as oportunidades de instalar nos municípios um empreendimento e gerar mais empregos. Esse é nosso objetivo, oferecer saúde, educação, saneamento básico e todos os outros serviços com qualidade, atraindo, com isso, empresas para o município. Também pretendemos fazer parcerias com os comerciantes locais para desenvolver o Programa Primeiro Emprego, garantindo oportunidade para os jovens e gerando renda para nosso município.

Para finalizar, o que o senhor tem a dizer à população ao assumir a prefeitura de Camapuã? Mais uma vez agradeço a população que me concedeu essa oportunidade e está confiando no nosso projeto para Camapuã. E pedimos um pouco de paciência, pois nunca fomos prefeito e estamos iniciando com uma nova equipe, mas que está com bastante vontade de trabalhar. Estamos com as melhores intenções e podem ter certeza que vamos fazer uma excelente administração. Para isso contamos e precisamos da colaboração dos funcionários concursados e dos nomeados, para fazer uma ótima gestão, uma ótima administração, a contento da população de Camapuã.