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Campo Grande (MS),

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Manhã pós alagamento em rotatória é de limpeza e serviço termina no fim do dia

 Depois da cena clássica que todo temporal provoca na rotatória das avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel, de alagamento, a manhã está sendo de limpeza da lama deixada para trás pela água. As equipes estão na via desde 7h da manhã e a previsão é de finalizar o serviço somente no fim da tarde.



Ontem, das 13h às 15h, o Instituto de Meteorologia registrou 51,8mm de água na Capital. A quantidade de água somada à região que sempre alaga por problemas de drenagem resulta no número de trabalhadores, uma equipe de 20 funcionários da Prefeitura varrendo e "raspando" a lama do chão.

As equipes vão trabalhar do trecho da Rua Ovídeo Serra até a Avenida Euler de Azevedo. Um dos encarregados pela limpeza, Henrique Santos, resume o trabalho como sendo o de remover a terra e os galhos em "montinhos" que depois serão recolhidos pela Prefeitura.

Morador da região desde que nasceu, o motorista Júlio Barbosa, de 60 anos, não estava em casa no momento do temporal, mas viu pelos vídeos como a rotatória ficou. Residente de uma chácara na Ernesto Geisel, ele conta que a água não chegou a invadir seu terreno, mas que ficou no nível da calçada.

Júlio Barbosa é morador antigo e vê cena se repetir toda vez que chove. (Foto: Marcos Maluf)
Júlio Barbosa é morador antigo e vê cena se repetir toda vez que chove. (Foto: Marcos Maluf)

"Já tiveram anos que choveu e a enxurrada acabou levando até a cerca dessa floricultura", aponta para a vizinha. "Mas nunca chegou em casa, aqui, toda vez é assim", pontua.

Em frente a um residencial, a limpeza era feita pela equipe de serviços gerais do condomínio que tirava o barro e a lama que atingiram o jardim.

Problema antigo - Rotineiramente, quando as pancadas de chuva são mais fortes na porção norte da Capital sul-mato-grossense, o local fica alagado, inclusive com ocorrências de transbordamento neste trecho, onde há um estreitamento da canalização e uma espécie de bolsão que acumula a água de bairros vizinhos.

Desde 2018 a prefeitura fala em intervenção na Rachid Neder, mas o projeto de R$ 120 milhões depende de recursos federais.