PCC tem exército com 174 bandidos na fronteira - - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

PCC tem exército com 174 bandidos na fronteira -

 Um exército com pelo menos 174 soldados do crime. Essa era a estrutura do “quartel-general” montado pela facção brasileira PCC (Primeiro Comando da Capital) na linha internacional entre as cidades-gêmeas Pedro Juan Caballero no Paraguai e Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.


As informações, reveladas nesta terça-feira (26) pelo portal Uol, fazem parte das investigações da Operação Exílio, deflagrada pela Polícia Federal brasileira em junho do ano passado e que levou à prisão do então líder do PCC na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul, Giovanni Barbosa da Silva, 29.

Na linha internacional, Giovanni recebeu o apelido de “Bonitão”, mas em São Paulo é conhecido como “Coringa”. Segundo a PF, a maioria dos bandidos do QG da facção na fronteira veio do Estado paulista.


 -Giovanni operava no completo anonimato na fronteira. Sua presença como nova liderança do PCC nas duas cidades só veio a público após a chacina de quatro homens ligados ao cartel liderado por Fahd Jamil, o “Fuad”, no final de novembro.


No dia 30 daquele mês, o Campo Grande News revelou que Giovanni teria sido contra a execução dos quatro homens de Fuad, mas foi voto vencido no chamado “tribunal do crime” e todos foram mortos por desavenças entre as quadrilhas.


Conforme o colunista do Uol Josmar Jozino, especialista em cobrir a facção paulista, no celular do bandido Edimar da Silva Santana, o “Arqueiro”, preso pela PF em Ponta Porã na operação do ano passado, havia um arquivo denominado “Levantamento dos irmãos do Paraguai”. O cadastro tinha os nomes dos 174 bandidos do PCC presentes na fronteira.


O primeiro da lista era exatamente Giovanni Barbos da Silva, identificado no arquivo no “Bonitão”. Em seguida apareciam os apelidos “Arqueiro”, “Jhony” e “Japa”.


Giovanni Barbosa da Silva foi preso com outros dois bandidos da facção na noite de 9 deste mês em Pedro Juan Caballero. Eles estavam em uma caminhonete blindada armados com pistolas e um fuzil.


Horas mais tarde, pelo menos 40 bandidos tentaram resgatá-lo da sede do departamento de investigações, mas o plano fracassou e “Bonitão” foi expulso do país vizinho no dia seguinte. Entregue à Polícia Federal brasileira, atualmente está no presídio federal de Catanduvas, no Paraná.


O Ministério Público do Paraguai investiga denúncia de que os policiais que prenderam “Bonitão” pediram 1 milhão de dólares para soltá-lo. Metade do valor já teria sido paga quando houve o desentendimento que terminou na troca de tiros entre policiais e bandidos.


A maioria do “exército” da facção continua presente na fronteira, segundo fontes policiais ouvidas pelo Campo Grande News. Ainda é desconhecido o nome do sucessor de Giovanni na liderança regional. - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWs