"Escobar brasileiro", ex-major Carvalho comprou empresa aérea para fugir Ele é investigado por operar rota de tráfico que permitia uma vida de luxo na Europa - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

"Escobar brasileiro", ex-major Carvalho comprou empresa aérea para fugir Ele é investigado por operar rota de tráfico que permitia uma vida de luxo na Europa

 Principal alvo da operação Enterprise e com prisão decretada, o ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Sergio Roberto de Carvalho, tem na Europa o apelido de “Escobar brasileiro”, alusivo ao narcotraficante colombiano Pablo Escobar.


De acordo com documentos obtidos pelo colunista Josmar Jozino, do Portal UOL, o ex-policial comprou uma empresa aérea em Cascais (Portugal) e fugiu com destino a Kiev (Ucrânia) no próprio avião.


Velho conhecido por crimes em MS, Carvalho voltou ao noticiário, desta vez internacional, em novembro do ano passado, durante operação liderada pela PF (Polícia Federal) do Paraná.


Ele é investigado por operar rota de tráfico de cocaína que permitia uma vida de luxo em na costa da Espanha (morava em mansão avaliada em R$ 15 milhões) e ter poupança de quase 12 milhões de euros numa van, em Lisboa (Portugal).


Conforme a coluna do UOL, a Polícia Judiciária de Portugal investiga se os 578 kg de cocaína apreendidos no Falcon 900, da empresa Táxi Aéreo Omni Aviação, no último dia 9, no Aeroporto Internacional de Salvador (Bahia), foram encomendados por Carvalho.


A investigação também apura se a versão brasileira de Escobar está comprando a empresa de aviação por meio de lobistas brasileiros e “cartolas” ligados ao futebol português, que agenciaram contratações como a do português Abel Ferreira (técnico do Palmeiras) e o retorno de Jorge Jesus (ex-Flamengo) a Portugal.


Segundo a imprensa portuguesa, um dos suspeitos de intermediar a negociação é o empresário João Loureiro. À rede de televisão SIC, ele garantiu não ter qualquer envolvimento no caso.  João Loureiro embarcou no Falcon com destino ao Brasil no dia 28 de janeiro. O avião pousou em Salvador e seguiu para o aeroporto de Jundiaí (São Paulo), mesma cidade onde a quadrilha de “Escobar brasileiro” usava um hangar para o transporte de drogas.  No início de fevereiro, no retorno a Salvador, o piloto detectou problemas no trem de pouso e comunicou a torre de controle. Mecânicos, policiais federais e civis de Salvador encontraram os 578 kg da droga escondidos na fuselagem da aeronave.  O depoimento de João Loureiro à Polícia Federal durou quatro horas. O telefone celular dele foi apreendido para análise e depois devolvido.


Morto-vivo – Para fugir da polícia, Carvalho criou até uma segunda identidade  – batizada de Paul Wouter.  Depois da investigação, a defesa de Wouter presentou certidão de óbito por covid-19, sendo o corpo cremado, portanto sem condições de análise de DNA dos restos mortais para confirmar a identidade.


Na dúvida, o governo de MS suspendeu o pagamento da aposentadoria de R$ 11 mil até que Carvalho faça prova de vida.