“Pensei que por ser advogada, eu teria privilégio”, diz presa por embriaguez A mulher foi presa em flagrante por dirigir sob efeito de álcool, ameaça e resistência - CANAL MS

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segunda-feira, 15 de março de 2021

“Pensei que por ser advogada, eu teria privilégio”, diz presa por embriaguez A mulher foi presa em flagrante por dirigir sob efeito de álcool, ameaça e resistência

 A advogada de 43 anos presa por dirigir sob efeito de álcool e por chamar os policiais de analfabetos no fim de semana negou que tenha bebido e desacatado a equipe policial. "Apenas disse que era advogada para não ser presa, para não ser algemada, para não ir no camburão igual um bicho”. A mulher vai passar por audiência de custódia na manhã desta segunda-feira (15) no Fórum.  Conforme o auto de prisão em flagrante, a advogada contou na delegacia que estava no bar com suas duas filhas, mas não consumiu bebida alcoólica. Por volta das 22h30 ao sair do estabelecimento, localizado nos fundos do posto de combustíveis na Avenida Afonso Pena, e manobrar o carro acabou colidindo em um poste de luz. Foi quando acabou abordada por policiais que faziam fiscalização no local.  A advogada nega que tenha xingado os militares e saído do veículo exaltada.“Eles vieram contudo e foram arrogantes. Eu me machuquei não pela batida, mas sim quando eles me tiraram do carro à força, fui presa com algemas. Meu braço está inchado, me maltrataram, me xingaram. Você acha que eu com 63 kg iria reagir?” perguntou.


Ainda conforme o auto de prisão em flagrante, a mulher disse que foi agredida. “Me bateram muito com socos e me jogaram dentro do camburão, depois disso não tive mais contato com as minhas filhas. Pensei que por ser advogada, eu teria privilégio.  Eu não bebi nada”, reforçou. Apesar de afirmar que não bebeu, ela não quis fazer o teste de alcoolemia. A mulher tem cinco filhos, com idades entre 25 e 2 anos. Representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) acompanharam a ocorrência na delegacia.


Outra versão - Segundo boletim de ocorrência, a mulher chamou atenção da equipe da Polícia Militar pois, ao fazer a manobra de marcha à ré com um Fiat Palio, quase atingiu pessoas que estavam no local e, depois, também quase bateu em veículo que estava à frente. Os policiais constataram que ela estava visivelmente embriagada, descrevendo olhos vermelhos, odor etílico, fala pastosa, comportamento agressivo e exaltada.


A equipe mandou que ela saísse do carro, mas ela se recusou e além de xingar os policiais, acelerou o veículo e bateu em um poste de energia próximo do posto. Os policiais informaram que ela estava presa. A advogada saiu do carro exaltada. A equipe pediu apoio de outra viatura para a revista pessoal, porque não havia policial feminina no local.


A mulher, segundo registro, resistiu novamente à abordagem, agredindo os policiais a tapa e chutes dizendo que era advogada e não seria presa, “porque os policiais militares eram todos analfabetos, com concurso de Ensino Médio” e deveriam estudar para serem advogados. Além de dirigir sob efeito de álcool, a advogada não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação).