Sem vaga em hospital, mulher morre de covid intubada em posto de saúde - - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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terça-feira, 16 de março de 2021

Sem vaga em hospital, mulher morre de covid intubada em posto de saúde -

 Ela disse: 'meus parabéns, meu filho' e sorriu". No dia em que completava mais um ano de vida, o professor de Artes Marciais, Gleison Silva de Abreu, de 41 anos, via a mãe pela última vez. Sem saber que aquela seria a despedida, ele ouviu as felicitações acompanhadas de um sorriso ao deixar dona Glainor Mariana da Silva, de 60 anos, na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Nova Bahia, na Capital. Trabalhando em serviços gerais de uma empresa terceirizada que atende a Assembleia Legislativa, Mariana morreu de covid-19 na UPA, após um dia de espera por vaga em hospital.


 O caso é confirmado pela Sesau, que reforça a necessidade de isolamento social diante da lotação máxima em todos os hospitais públicos de Campo Grande, devido à alta proliferação do coronavírus.


Segundo a família, Mariana como era conhecida, não tinha comorbidades. Na semana retrasada, entre quinta e sexta-feira, ela teria sentindo cansaço e procurado um posto de saúde. Passou pelo médico, ouviu que poderia ser chikungunya e que deveria fazer repouso em casa. Sem atestado, ela foi trabalhar na segunda-feira (8) na Assembleia e lá procurou a ala médica.


"Aí encaminharam ela para o UPA do Tiradentes, mas ela estava bem, tranquila. Lá estava muito desconfortável, calor, cheio de pessoas e os médicos queriam deixá-la em observação, mas eu perguntei se ela estava bem, se ela tinha falta de ar, como não sabíamos se era covid, levei ela pra casa", conta o filho.


O erro de deixar a unidade acabou levando à complicação do quadro - Ainda conforme a narrativa do filho, a ideia é que se a mãe tivesse qualquer piora, voltaria ao posto. "Ela dormiu bem à noite e de manhã [terça] disse que tinha acordado cansada e com falta de ar, aí eu falei que levaria ela no posto e que eu iria comprar os medicamentos do tratamento precoce, porque independentemente do que a ciência fala, tenho relatos de pessoas que se curaram com esse protocolo", diz Gleison. -