Força-tarefa flagra filas e aglomerações em atacadistas da Capital Fiscalização do cumprimento das regras de biossegurança, ganhou reforço do Procon - CANAL MS

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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Força-tarefa flagra filas e aglomerações em atacadistas da Capital Fiscalização do cumprimento das regras de biossegurança, ganhou reforço do Procon

 Filas, aglomerações e quantidade de clientes acima da capacidade recomendada. A sequência de irregularidades segue ocorrendo em supermercados da Capital, mesmo diante dos números alarmantes da pandemia. A força-tarefa que fiscaliza o cumprimento das regras de biossegurança nestes estabelecimentos, iniciou os trabalhos desta noite (08) em três dos atacadistas mais movimentados da Capital. Em todos eles o panorama era praticamente o mesmo.


No Atacadão da Avenida Duque de Caxias era grande a fila de clientes na entrada. Nem todos respeitavam o distanciamento, resultando em pequenas aglomerações, dentro e fora da unidade. Perto dali, na mesma avenida o Assai atendia 256 clientes, quando o máximo permitido deveria ser 225. Conforme decreto municipal os estabelecimentos comerciais só estão autorizados a funcionar com a metade de sua capacidade, para diminuir o risco de contágio pelo novo coronavírus.  Os fiscais também constaram que os cartazes indicando a quantidade de pessoas aceitas na loja, não estavam visíveis. No Fort Atacadista da Avenida Presidente Vargas, não havia demarcação de distanciamento na fila dos caixas, nem controle de entrada e saída de clientes. Nas três unidades, havia aferimento de temperatura e fornecimento de álcool em gel logo na entrada. Apesar da situação, a auxiliar de logística Larisa Oliveira, diz que se sente segura indo aos supermercados.


“Todo mundo entra de máscara, dão álcool em gel na entrada, somente nos horários de pico é que fica lotado”, comenta. Já a dona de casa Suelen Silva, acha o contrário, mas admite que vai aos estabelecimentos  por necessidade. “É um entra e sai danado, por ser um supermercado grande deviam redobrar os cuidados e oferecer luvas aos clientes. Os de bairros levam mais a serio as restrições, é difícil encontrar aglomerações. Fico com medo, mas venho por necessidade, ainda mais porque estou grávida”, disse enquanto fazia compras no Fort.


Já o autônomo Anderson Trajano é mais radical. “Esse decreto não devia nem existir. O que tem que ter de verdade é um tratamento precoce, todo mundo sabe disso. Isso ai não resolve nada, nem fiscalização e nem o decreto”, diz.


A força-tarefa que fiscaliza o cumprimento das regras de biossegurança nos supermercados na Capital, ganhou o reforço do Procon (Proteção e Defesa do Consumidor), nesta quinta-feira (08). Também integram os trabalhos fiscais da Vigilância Sanitária, Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Guarda Civil Metropolitana e Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito). Até o próximo sábado (10) a fiscalização se resume a abordagens e orientações, mas a partir de domingo (11), caso haja reincidência os estabelecimentos poderão ser multados e até interditados.