Com maior lucro em 10 anos, Positivo surfa na onda do home office A empresa brasileira teve lucro líquido de R$ 195,8 milhões em 2020, impulsionada pela demanda por PCs e notebooks, processos e novas frentes, como a casa inteligente. Agora, a empresa traz ao mercado os laptops da Compaq, famosa marca da HP - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sábado, 1 de maio de 2021

Com maior lucro em 10 anos, Positivo surfa na onda do home office A empresa brasileira teve lucro líquido de R$ 195,8 milhões em 2020, impulsionada pela demanda por PCs e notebooks, processos e novas frentes, como a casa inteligente. Agora, a empresa traz ao mercado os laptops da Compaq, famosa marca da HP

 A pandemia do novo coronavírus fez o computador voltar a ser pessoal novamente. O setor superou as expectativas de analistas de mercado ao ter uma forte demanda para o home office e para a educação à distância, amplamente adotada em todos os níveis de ensino. Nessa onda, quem surfou foi a brasileira Positivo Tecnologia. A empresa aumentou suas vendas de computadores e notebooks e teve uma importante vitória tributária na Justiça. Com isso, a Positivo teve seu maior lucro líquido dos últimos dez anos: 195,8 milhões de reais, com receita total de 2,2 bilhões.

Para Hélio Bruck Rotenberg, CEO da Positivo Tecnologia, a alta nas vendas de computadores e notebooks está diretamente relacionada com as necessidades do chamado “novo normal”, com mais pessoas trabalhando e estudando em casa. O aumento de demanda, segundo ele, foi observado nos notebooks da marca Positivo e também da Vaio, fabricada e distribuída pela Positivo no Brasil. De uma hora para a outra, foi necessário aumentar o número de computadores e notebooks em casa. Isso foi uma realidade na maioria das famílias brasileiras. Todo mundo precisa do seu computador. Isso não aconteceu antes. Até em famílias de classe média com dificuldade de compra foi um esforço enorme para comprar mais computadores. A demanda foi explosiva. A tela grande, processamento e possibilidade de editar planilhas tornam o computador mais adequado do que um celular para trabalho e estudo, sem desmerecer o smartphone”, afirma Rotenberg, Parte do Grupo Positivo, a companhia foi criada em 1989 para montar e vender computadores a escolas. No entanto, com o congelamento de recursos no governo de Fernando Collor, em 1990, a empresa precisou alterar o rumo e começou a vender computadores ao poder público. Somente 14 anos depois a Positivo foi ao varejo com o objetivo de vender eletrônicos com preços acessíveis. Para atender diferentes públicos, a Positivo fez alianças. Ela é parceira da marca de notebooks Vaio, que antes pertencia à japonesa Sony e hoje é independente, e da empresa de acessórios Anker. Além disso, a empresa tem marcas próprias, como a de smartphones Quantum e a 2AM, de computadores para jogos. Uma estratégia similar é adotada pela rival brasileira Multilaser, que tem cerca de 20 marcas próprias e fabrica os smartphones da HMD Global com a marca da Nokia no Brasil e distribui os acessórios para PCs da marca Rapoo.

Mesmo com os desafios da pandemia, que levaram a empresa a adaptar a fábrica em Manaus para as normas de distanciamento social, o ano da Positivo foi cheio de boas notícias. O segmento de computadores representou quase 60% da receita e compôs boa parte do lucro líquido de 56,8 milhões de reais relacionado à venda de produtos e à eficiência operacional da companhia. Novos negócios como soluções de meios de pagamento, tecnologia educacional, casa inteligente (IoT), aluguel de equipamentos e servidores foram ampliadas e, juntas, representam 19% do total do faturamento da Positivo. No trimestre final de 2020, a linha de notebooks Vaio teve crescimento de 292% ante o mesmo período em 2019. Rotenberg afirma que os notebooks da marca representam 46% das vendas de aparelhos na faixa de preço de até 2.600 reais. Já a divisão de casa inteligente fechou o ano com 250 mil usuários, crescimento de 1.485% no ano.

O segmento de computadores no mundo registrou 302 milhões de unidades vendidas no ano de 2020, um crescimento de 13% ante 2019, segundo dados da consultoria americana IDC. O patamar de vendas acima de 300 milhões ao ano não era registrado desde 2014. Diante a forte demanda por celulares, o setor de computadores seguiu uma tendência de estabilidade entre 2016 e 2019 até a retomada sem precedentes no ano passado.