Ostentação chamou a atenção para contrabandistas, que têm clientes famosos Policiais federais e agentes da Receita estiveram nesta manhã em endereços "caros" de Campo Grande - CANAL MS

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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Ostentação chamou a atenção para contrabandistas, que têm clientes famosos Policiais federais e agentes da Receita estiveram nesta manhã em endereços "caros" de Campo Grande

 A ostentação de alguns dos investigados nas redes sociais chamou a atenção da PF (Polícia Federal) e da Receita Federal para esquema de contrabando, que, conforme as apurações, contava com lojas em hotel e shopping de Campo Grande e tinha clientes famosos “de renome nacional”. Nenhum nome foi divulgado. Nesta manhã, além de ordem judicial cumprida no Residencial Castelo de Luxemburgo, a Avenida Senador Antônio Mendes Canale, na Capital, a Operação Harpócrates 2 esteve em endereços “mais caros”. Mandado de busca foi cumprido no Hotel Grand Park, na Avenida Afonso Pena, em frente ao Shopping Campo Grande. No local, policiais federais e agentes da Receita apreenderam eletrônicos, 4 motocicletas elétricas, uma bicicleta elétrica e um patinete elétrico. Houve “visita” ainda a apartamento no Edifício Mondrian Residence, no Carandá Bosque. Loja em centro comercial também foi alvo de mandado.


Num dos imóveis, foram encontrados celulares e outros eletrônicos, além de dinheiro. O esquema – Segundo a PF, o esquema criminoso investigado tem a seguinte dinâmica: lojistas de Campo Grande usam doleiros para enviar dinheiro a fornecedores das mercadorias no Paraguai, importam os produtos sem o pagamento de impostos e para dar “legalidade” aos carregamentos usam empresas de fachada que emitem notas fiscais frias. Os eletrônicos são, depois, revendidos na Capital.


Três anos e meio depois de ser alvo da primeira operação, o esquema de contrabando voltou para a mira. Nesta quarta-feira (26), 62 policiais federais e 20 agentes da Receita estão nas ruas de Campo Grande e Chapadão do Sul para prender uma pessoa, cumprir 14 mandados de busca e fazer o sequestro de 2 imóveis, 3 veículos e valores existentes em contas bancárias de quatro investigados. Conforme divulgado pela Receita, a ação é continuação da Operação Harpócrates, deflagrada em 21 de dezembro de 2017, porque, segundo as investigações, “a comercialização de quantidade expressiva de produtos eletrônicos estrangeiros, sem o devido registro de importação” não parou.


O nome da operação faz referência à mitologia grega, na qual Harpócrates representa o deus do silêncio e do segredo. A segunda fase da operação está em busca de provas dos crimes de contrabando e descaminho, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas.