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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Exército brasileiro quer usar R$3.9 milhões para fazer game Ideia seria popularizar os militares entre jogadores

 O Exército Brasileiro pretende investir R$3.9 milhões no game Missão Verde-Oliva, que teria sido criado com o intuito de popularizar os militares entre consumidores de jogos.

De acordo com a Folha de S. Paulo, "o valor é o dobro do que a Defesa gastou com apoio à presença brasileira na Antártica e equivale ao aplicado em pesquisa aerospacial em 2020." Embora pareça muito dinheiro, quando analisamos dentro de contexto, é difícil imaginar que R$3.9 milhões (aproximadamente US$790 mil) sejam o bastante para criar um jogo de nível AAA, que custa milhões de dólares. Ainda assim, pode ser uma quantia razoável para projetos menos ambiciosos. A reportagem trouxe ainda uma entrevista com Thiago Freitas, do estúdio Kokku, que avaliou o desenvolvimento do jogo como um "risco enorme", porque "o escopo, utilizando um orçamento limitado como este, é também limitado."

Para que o projeto se torne viável, o Exército Brasileiro espera completar licitação com uma empresa nacional ainda em 2021. Nos anos seguintes, os gastos com desenvolvimento seriam de R$1.4 milhão em 2022 e R$1.1 milhão em em 2023. Dezenas de milhares de reais seriam gastos nos anos seguintes para garantir suporte ao projeto.

Apesar do plano mencionado acima, somente os gastos estimados para 2021 estão garantidos no orçamento. Todo o resto teria de ser obtido por meio de parcerias com empresas estratégicas. Sem patrocínio, o projeto pode receber o já esperado investimento de R$875 mil e, mesmo assim, nunca sair do papel. Conceitualmente, Missão Verde-Oliva é inspirado no jogo estadunidense America's Army, que custou o equivalente a mais de R$200 milhões. Apesar de se encaixar no gênero Tiro, o game do Exército Brasileiro não teria tanto sangue e seria situado no futuro "distante" de 2025.

Há menos de uma semana, o ministro Braga Netto (Defesa) pediu um aumento na verba das Forças Armadas até 2023 para evitar o sucateamento. Apesar da aparente crise, o Centro de Comunicação Social do Exército defende o projeto, ainda que reconheça o risco do dinheiro ser jogado fora.