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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

MDB: enfraquecido e encurralado no Estado -

FRAGMENTADO: Em 2020 o MDB caiu de 1144 para 784 prefeituras, mas lidera esse ranking, seguido pelo PP com 685 cidades; PSDB com 520 municípios e PT com 183. Em 2018 caiu de 18 para 11 senadores. Na Câmara foi quem mais perdeu: dos 66 deputados em 2014 caiu para 34 em 2018. Também perdeu deputados estaduais; de 118 para 93 e elegeu só 3 governadores (Alagoas, D. Federal e Pará). - ‘TITANIC’:  Olho no retrovisor e confiro os desastres de Ulysses Guimarães em 1989 e Orestes Quércia em 1994, quando o MDB obteve pouco mais de 4% dos votos. Vale citar o vexame em 2018 de Henrique Meirelles, em 7º lugar com 1,2% dos votos após o MDB ter ficado 24 anos sem candidato à presidente. A chegada de Michel Temer ao Governo se deu em circunstâncias atípicas. - CORRUPÇÃO: Sempre digo que os efeitos da opinião pública são maiores do que as sentenças judiciais. O MDB saiu desgastado da ‘Lava Jato’. Vários figurões presos e em situações vexatórias. Os casos do ex-governador Sérgio Cabral (RJ) e do ex-presidente Michel Temer ilustram o quadro vergonhoso que provocou o troco do eleitor nas urnas de todo o país. SINAIS: As suspeitas de corrupção também desgastaram o MDB local. Envelhecido, encolheu e tem dificuldades de fazer alianças. Piorou com a anunciada ida do deputado Eduardo Rocha para o Governo, respingando na senadora Simone Tebet (MDB) sem espaço no cenário local. A saída dela seria tentar a Câmara Federal por outra agremiação partidária? LEMBRETE:  Eleito ao Senado em 1998 ao derrotar o advogado Carmelino Resende,   Juvêncio C. da Fonseca voltou a disputar uma eleição. Em 2006 concorreu a Assembleia Legislativa e de nada valeu a exposição nacional no Senado. Por ter ficado distante das bases eleitorais foi derrotado, obtendo pouco mais de 8 mil votos. Portanto, nem sempre os holofotes em Brasília garantem a vitória. ESQUISITO? É a política, a arte de reverter situações incoerentes, contrariando o bom senso e conceitos das relações humanas. Como disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB); o deputado Eduardo Rocha “sempre foi companheiro de primeira hora”. Aliás, jamais os deputados do MDB críticaram o Governo. Viciados no poder, os emedebistas ficaram alérgicos a oposição. -DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa:(PSDB): Homenageado na FIEMS com o ‘Gran Colar’ da Ordem do Mérito Industrial pela atuação em prol do setor; apoia a construção da estrada Leilão Novo Horizonte ao Porto Rolon no Pantanal. José Teixeira (DEM): pede redução da alíquota de importação de sucos naturais comercializados no MS. Lucas de Lima (Sol): seu projeto pede atenção às pessoas com distúrbio por criar animais em excessos nos locais inadequados, sem cuidados veterinários, com risco de doenças inclusive à comunidade. É o transtorno de acumulação. Lídio Lopes (Patri): faz projeções positivas do Congresso da Unale no comércio local; é seu projeto permitindo a comunicação por videoconferência entre pacientes hospitalizados e seus parentes. José C. Barbosa (DEM): homenageou o pescador Amaro Figueira com o batismo de ponte no rio Dourados com seu nome em Porto Vilma; dissertou e elogiou as ações  do Governo Estadual em Dourados; apoia o aproveitamento dos candidatos remanescentes do concurso da Agepen. O TABULEIRO: Os protagonistas atuais das eleições 2022 são: o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o prefeito Marquinhos Trad (PSD), o ex-governador André Puccinelli (MDB), o Secretário Eduardo Riedel (PSDB), o senador Nelsinho Trad (PSD), o ex-governador Zeca do PT e a deputada Rose Modesto (PSDB). MUDANÇAS: Como sempre, as decisões políticas de Brasília vão refletir no quadro estadual e com a janela partidária os protagonistas devem se acomodar segundo suas conveniências. Difícil prever as mudanças, mas a tendência é que a ministra Tereza Cristina, hoje no DEM, fique junto com Riedel e aliada ao Governo Estadual e ao Presidente Bolsonaro. DOURADOS:  Desde a criação do nosso Estado ela tem sido a menina dos olhos dos candidatos a Governador fornecendo companheiros de chapa. Como Murilo Zauith foi vice governador de Puccinelli de 2007 a 2010 e agora  repete o mandato, outros nomes douradenses deverão ser analisados e requisitados para a missão. Mas quem? Boa pergunta. PARLAMENTARES EM AÇÃO: João H. Catan (PL): seu projeto proíbe a dupla punição (corte do fornecimento e protesto cartorial) ao consumidor de energia elétrica; sua proposta cria o Dia Estadual da Guarânia e da Polca Paraguaia a ser comemorada no dia 15 de maio e inclusa ao Calendário de Eventos. Evander Vendramini (PP): Diário Oficial materializou a lei de seu projeto proibindo a oferta e celebração por telefone contratos e empréstimos consignados aos aposentados e pensionatos. De grande alcance social. Antônio Vaz (REP):  Sancionada sua lei ‘Março Roxo’ de conscientização da epilepsia: é lei seu projeto igualando as premiações em eventos esportivos e paraesportivos para evitar discriminação entre homens e mulheres. Capitão Contar (PSL): Em tramite seu projeto incluindo no Calendário Oficial de Eventos a Festa de N. Senhora do Carmo no Distrito de Forte Coimbra; pede ajudantes de caixa nos supermercados para atender pessoas especiais. Gerson Claro (PP): Registrou voto de louvor a José Vitor Leme Batista, de Ribas do Rio Pardo, pela conquista do bicampeonato mundial de montaria em touros nos ‘States’; a favor do decreto de calamidade pública de Sidrolândia devido ao vendaval. SINUCA DE BICO: Qual a solução para viabilizar a Unidade de Fertilizantes (UFN3)  em Três Lagoas? Sem comprador vira sucata. Se a Bolívia reduzir a produção de gás (por falta de investimento$ em novos poços) ela não funcionará. O que era viável ontem, hoje não é mais. Refém da economia boliviana? A Petrobras ficou sozinha com esse mico na mão. Prejuízos de bilhões de reais. SERGIO MORO: “…proponho, desde o início, a eliminação de 2 privilégios da classe dirigente. O fim do foro privilegiado que trata o político ou a autoridade como alguém superior ao cidadão comum, e o fim da reeleição para cargos no poder executivo. O foro privilegiado tem blindado políticos e autoridades de suas responsabilidades. Não precisamos dele…(-)” ( discurso na filiação ao Podemos). -