Preso por matar amigo de infância diz que tiro foi "brincadeira idiota" - - CANAL MS

LEIA TAMBÉM

Campo Grande (MS),

Post Top Ad

sábado, 13 de novembro de 2021

Preso por matar amigo de infância diz que tiro foi "brincadeira idiota" -

O servente de pedreiro Lucas Leandro da Silva Dantas, 19 anos, conhecia o comerciante Leonardo José Exeverria da Silva, 26 anos, desde a infância. O mais velho frequentava a casa da família do outro desde os 10 anos e, ontem, morreu ao ser atingido com tiro na cabeça, disparado por Lucas. Preso, se diz arrependido pela “brincadeira idiota”, que tirou a vida do amigo.A morte aconteceu ontem, por volta das 11h, na casa de Lucas Dantas, no Jardim Tijuca. O rapaz foi preso pela PM (Polícia Militar). Preliminarmente, foi  indiciado por homicídio culposo (sem intenção) e porte ilegal de arma. Hoje, na audiência de custódia, teve a prisão preventiva convertida em domiciliar, sob o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e aviso prévio à Justiça em caso de viagem. - No depoimento prestado à Polícia Civil, os pais de Lucas disseram que conheciam Leonardo desde que ele tinha 10 anos e o consideravam como sobrinho. O rapaz frequentava a casa deles semanalmente e tornou-se amigo de Lucas, sete anos mais novo. Ontem, Lucas dormia no quarto, quando foi acordado por Leonardo, que chegou para uma das visitas corriqueiras. À polícia, disse que se levantou, foi ao banheiro, lavou o rosto e, ao voltar para o quarto, enquanto se secava, se deparou com o amigo com o revólver calibre 38, em punho, em sua direção. Segundo ele, teria dito: “Ô, mané, para com essas brincadeiras”. Leonardo segurava o “cão” da arma (peça que aciona o disparo do projétil) com a curvatura das mãos, que separa o indicador do polegar, de modo a evitar o disparo. Lucas diz que, dessa forma, Leonardo apertou o gatilho, fazendo o tambor girar, e chegou a ouvir estalido. Depois, a arma foi jogada em cima da cama.Neste momento, Leonardo começou a mexer no celular com uma mão e, na outra, -segurava o cigarro aceso, desatento à movimentação do amigo. Lucas resolveu fazer a mesma brincadeira, mas acredita que a arma tenha sido acionada, pois não conseguiu segurar o “cão” e acionou o gatilho, fazendo o tambor girar e liberando o “cão”. O comerciante foi atingido na cabeça e caiu entre o quarto e a passagem para sala. Lucas diz que não sabia que a arma estava carregada e não teve a intenção de matar o rapaz. Contou à polícia que já guardou o revólver para Leonardo em outras duas ocasiões na semana passada, depois que a casa do comerciante foi arrombada. Finalizou o depoimento dizendo-se “arrependido por ter tirado a vida do amigo por brincadeira idiota”. Amizade – Além de Lucas, prestaram depoimentos os pais e o primo dele.