Presos por posse irregular de arma de fogo, tráfico de drogas e associação criminosa, eles foram levados para a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira ), em Dourados, devido ao grau de periculosidade. - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sábado, 6 de novembro de 2021

Presos por posse irregular de arma de fogo, tráfico de drogas e associação criminosa, eles foram levados para a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira ), em Dourados, devido ao grau de periculosidade.

"Não há carros disponíveis no momento". Quem nunca se deparou e sofreu com essa frase ao pedir transporte nos aplicativos que oferecem o serviço, que atire a primeira pedra. A demora em conseguir se deslocar com "caronas pagas" em Campo Grande fez com que os tradicionais táxis voltassem a ser opção para muita gente.No Centro de capital sul-mato-grossense, não é difícil encontrar quem comemore a situação e o retorno dos bons e velhos passageiros de outrora. "Para mim, graças à Deus tenho sentido melhora. Não tenho do que reclamar", conta o taxistas Édson Rodrigues, de 64 anos, e a há 30 anos na profissão.Estacionado na travessa José Bacha, próximo ao Mercadão Municipal, ele explica que no mês passado e no começo de novembro o movimento foi bom, seguindo tendências naturais que é de maior fluxo de passageiros no começo do mês. "De vez enquanto eles [motoristas de aplicativo] comentam que estão cobrando quase mesmo valor do táxi. Eles cancelam. Nosso trabalho é o passageiro chamar, estarmos lá para atender", destaca o veterano, ao falar sobre a qualidade do serviço. Édson ainda completa a fala criticando algumas atitudes. "Eles nem descem do carro para ajudar e nós reparamos nisso. Fizemos nosso curso e atendemos bem nosso passageiro. A maior reclamação que ouvimos é sobre os cancelamentos".Entre os passageiros, Elizabeth Asmahan, funcionária pública de 50 anos, aguardava a vez para pegar um táxi na avenida Calógeras e voltar para casa, reclamando também do serviço de aplicativos oferecidos atualmente na cidade. "Geralmente os motoristas desses aplicativos cancelam a corrida, demoram muito para chegar e temos que ficar com sacola na mão. Aí como o preço se iguala ao do táxi, compensa voltar a pegar táxi. Daqui para minha casa, no Amambaí, pago só R$ 10", diz a passageira, completando que sua mãe não pode ficar muito tempo sozinha. Miqueias Alves Mingote, de 33 anos, é taxista há quatro anos e afirma que quando começou a trabalhar na área os aplicativos já estavam operando, mas que vem percebendo agora melhora no movimento em comparação ao período em que começou. "Quando comecei, já tinha os aplicativo. Sempre me falaram que diminuiu a procura por nós, taxistas, mas carregamos muitas pessoas que reclamam dos aplicativos. Sentimos que o movimento tem crescido mais do meio do ano para cá", comenta. Ele ainda revela que o fluxo subiu justamente a partir do momento que o custo com combustível aumentou - diferente dos aplicativos, no táxi a tarifa é tabelada e monitorada pela prefeitura. "É bom pois aumenta nosso movimento, mas por outro lado também estamos sobrando com o aumento da gasolina".