Eleições: Guerra a fome versus o combate a corrupção - - CANAL MS

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Eleições: Guerra a fome versus o combate a corrupção -

ESPERANÇA ou incerteza? Com tantas notícias ruins no cenário, inclusive de que a economia o país deva crescer apenas 0,36 neste ano, a primeira opção está descartada. E mais: 2022 será ano eleitoral e Lula fala em anular a reforma trabalhista preocupando os empresários. Os projetos da iniciativa privada poderão ser freados - adiados ‘sine die’. - PERDIDO? Os economistas dizem que 2022 será como se não existisse no contexto. (Mais um?) Olhando o calendário eleitoral e as regras da propaganda partidária (extinta em 2017), percebe-se a prioridade da atividade política com resultados duvidosos em benefícios da população. Vem aí as mesmas caras (envelhecidas) e aqueles discursos maquiados. O CARDÁPIO: Se Fernando Collor pregou a caça aos marajás; se Bolsonaro hasteou a a bandeira contra a corrupção, Lula fala da pobreza. Portanto, percebe-se que no cardápio destas eleições a ética e o combate a desonestidade perderão espaço para o discurso contra a fome e a miséria. Pelo visto a demagogia vai sobreviver. COBIÇADO: O União Brasil (81 deputados) terá R$604 milhões do PSL e R$341,7 milhões do DEM e bom espaço do horário eleitoral. Quer eleger governadores e grande bancada federal. Não é por acaso que a deputada Rose Modesto decidiu pelo ingresso no partido para tentar a governadoria. No mínimo ela pode decidir o 2º turno da eleição. ROSE: Às vésperas de completar 44 anos de idade a deputada enfrentará seu maior desafio na vitoriosa vida pública. Será protagonista do partido e não coadjuvante como até aqui. Presume-se amadurecida para enfrentar os embates e que tenha sobretudo um bom projeto de administração. Como se diz, beleza ajuda muito, mas não decide eleição. A INVENÇÃO:  Nestas eleições sai a coligação, entra a federação partidária. A primeira findava com o pleito, era local, transitória. A outra é nacional, com estatuto e programa dura no mínimo por 4 ano. Os partidos que descumprirem o combinado poderão em tese sofrer penalidades cuja aplicação é duvidosa. Vamos esperar como será mais essa pérola eleitoral. HISTÓRIA-1: Em 08/06/1967 os deputados Estácio Souto Maior, pai do piloto Nelson Piquet, e Nelson Carneiro, trocaram tiros na Câmara dos Deputados. Souto deu um tapa em Nelson que revidou depois na agência do Banco do Brasil no salão inferior da Câmara. Com um revolver 38 Nelson baleou Souto - que revidou desferindo 5 tiros que não acertaram o colega oponente. -HISTÓRIA-2: Em 1929, na Câmara, o deputado gaúcho Ildefonso Lopes recebeu uma bengalada ao cruzar com seu colega Manoel S. Filho (Pernambuco) e revidou sacando de seu revolver atirando duas vezes, matando-o no local. No julgamento alegou que estava defendendo seu filho ameaçado de morte pelo seu desafeto e assim foi absolvido. HISTÓRIA-3: Estácio Souto Maior era médico, deputado federal eleito por Pernambuco em 1954 e reeleito 3 vezes. Foi ministro da Saúde no Governo João Goulart mesmo após votado contra o parlamentarismo no plebiscito após a renúncia de Jânio Quadros. Depois filiou-se a Arena e foi cassado em 1969 com base no AI-5. Faleceu em 1974. HISTÓRIA-4: Complementando a nota da edição anterior sobre a morte do senador José Kairala pelo seu colega de Arnon de Mello em 1963, conta-nos o ex-deputado Luiz Tenório de Mello que o senador Rachid S. Derzi confessou-lhe ter tentado sem êxito desarmar Arnon - que ainda assim acabou disparando o seu revolver Schimdt 38. CURRÍCULO DE RACHID: prefeito nomeado de Ponta Porã, 1942/1945; vereador, 1947-1950; prefeito, 1951-1954; deputado federal, 1955-1959, 1959-1963,1963-1967-1967-1971; senador 1971-1978; 1979-1987; 1987-1995. Encerrou a carreira em 1994 na derrota para Wilson B. Martins. Faleceu em 10/02/2.000. Era cunhado dos senadores Italívio Coelho e Lúdio Coelho e pai do deputado Flavio Derzi. ‘RACHIDÃO’: Quando cheguei ao Mato Grosso em 1974 ele estreava no Senado. A ‘folhinha calendário’ com sua foto ornamentava as salas das casas. Pelas distâncias e dificuldades, eram os vereadores e prefeitos que defendiam sua bandeira e com quem ele tinha contato em ocasiões especiais e nas eleições. Estilo bonachão, simples, agradável. HISTÓRIA-5: Laucídio Coelho, mineiro além de seu tempo, empreendedor, visionário; pai de 12 filhos, proprietário de 1 milhão de hectares de terras, (o maior fazendeiro do mundo segundo o Guinness Book em 1977) fundou a Acrissul (1931), o Banco Financial e o Frima (1947) (primeiro frigorifico do Estado), foi o primeiro presidente da Câmara de Vereadores de Rio Brilhante.