Rômulo seguiu esposa para flagrar traição um dia antes do crime, diz testemunha - - CANAL MS

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Rômulo seguiu esposa para flagrar traição um dia antes do crime, diz testemunha -

Rômulo Rodrigues Dias, de 34 anos, seguiu a esposa um dia antes de matá-la, apontou a investigação policial. A informação foi repassada pelo investigador da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), Cláudio Rossi Junior, que participou das diligências do caso. Rômulo está sendo julgado nesta sexta-feira (11) por feminicídio.Conforme o investigador, que foi a primeira testemunha ouvida no júri, Graziela Pinheiro Rubiano, 36 anos, teria se encontrado com o amante em um motel no sábado, dia 4 de abril. Rômulo, para flagrar a traição, ficou nas imediações. "Ficou vigiando ela até sair. Durante a investigação, justificou que estava capinando um terreno na região do motel, o que não conseguimos confirmar", disse Rossi. Investigação apontou que Graziela foi assassinada no domingo, dia 5. Além disso, segundo o investigador, as versões apresentadas pelo marido para justificar o desaparecimento da mulher, eram controversas. "Falou que no dia do desaparecimento ela teria pulado no lago do Atlântico e foi advertida pelos seguranças. Fomos atrás dos dois seguranças, que não reconheceram a história como verdadeira", disse. Rômulo está preso desde o dia 19 de abril de 2020, apontado pela polícia como autor do assassinato da esposa, Graziela Pinheiro. O desaparecimento da vítima foi notado pelas amigas, que também foram ouvidas no júri de hoje. Elas indagaram Rômulo sobre o paradeiro da mulher e ele desconversou, sustentando que a vítima teria ido embora para o Paraná e, em outra ocasião, que teria ido morar com outra mulher. A DEH iniciou investigação e fez várias buscas a Graziela, mas até hoje, o corpo não foi encontrado. Rômulo nunca assumiu o crime. O casamento entre eles foi definido por pessoas próximas dela como tumultuado, a ponto dele dopá-la para usar as digitais dela na liberação do celular, com o intuito de vasculhar o conteúdo. Durante a investigação, a polícia encontrou mancha de sangue da vítima no carro usado por Rômulo, atestada como compatível com o DNA de Grazi, a partir de amostra de sangue da filha dela. Na casa onde viviam, foi detectado vestígio de sangue, mas como o lugar foi lavado, não foi possível identificar de quem era o material genético.
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