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Campo Grande (MS),

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sábado, 9 de abril de 2022

MDB deve concorrer com chapa pura e Puccinelli pode ter Waldeli como vice

É de Costa Rica, tida como a capital estadual do algodão e dos esportes de aventura, a 330 km de Campo Grande, que deve sair o nome do vice pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul na chapa do ex-governador André Puccinelli (MDB). E mais: os emedebistas devem encarar a disputa com uma chapa pura, ou seja, só, sem aliança partidária. Economista e empresário, Waldeli dos Santos Rosa, 61 anos, que ocupou por quatro mandatos a Prefeitura de Costa Rica, disse que já costura há algum tempo a ideia de concorrer ao lado de Puccinelli como vice na chapa emedebista. Para ele, o desejo pela eleição, só se for pela disputa majoritária, a que concorre ao governo, vice ou Senado. “Seria uma honra concorrer como vice do Puccinelli ou ao Senado. Do contrário, posso atuar como companheiro de luta. Não serei candidato a deputado”, afirmou, convicto, o ex-prefeito. No MDB, há um impasse quanto à escolha do pré-candidato ao Senado. E a única vaga em jogo pertence à emedebista Simone Tebet, cujo mandato expira no fim de janeiro do ano que vem. Ela é pré-candidata à Presidência. A direção regional do MDB informou na quinta-feira ao Correio do Estado que só escolhe um pré-candidato ao Senado depois de confirmada a candidatura da senadora à sucessão de Jair Bolsonaro (PL). Waldeli, que entre uma questão e outra, na entrevista, repete que quer ser vice de Puccinelli, e isso tem sido debatido entre ele e o presidente regional da legenda, Junior Mochi, afirmou que se Simone, por alguma razão, desistir da Presidência e quiser retomar a ideia de concorrer à reeleição, que isso “seja resolvido em uma convenção do partido”. “Simone pode participar da convenção, é um direito dela. No momento, quero concorrer como vice. Ou Senado, se não der como vice. Vamos para convenção, ganhar ou perder faz parte do jogo”, sustentou o ex-prefeito. SONHO GRANDE Waldeli disse que o MDB, nas disputas proporcionais, trabalha para eleger de quatro a cinco deputados estaduais (hoje soma só dois) e duas vagas na Câmara Federal, onde agora não tem nenhuma. Há a possibilidade de o MDB de Puccinelli, em nível nacional, unir-se às legendas União Brasil, PSDB e Cidadania. Caso seja firmada essa coligação, os partidos deverão se juntar a uma só candidatura e as siglas em questão brigarão por ela. Como o PSDB, o União Brasil e o MDB já haviam anunciado, em MS, pré-candidaturas ao governo, a eventual aliança nacional não influencia nas eleições estaduais, conforme a regra eleitoral. NO TRECHO Waldeli Rosa contou que já “anda pelo Estado para conhecer os problemas e se tornar mais conhecido”, meio de fortalecer a ideia de se tornar vice na chapa de Puccinelli. “Meu conhecimento em administração pública [4 mandatos de prefeito] me dá condição para lutar por este espaço [pré-candidatura a vice]”, afirmou. ALIANÇA COM MARQUINHOS Waldeli disse que meses atrás foi procurado pelo ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD), que propôs a ele uma parceria durante as disputas eleitorais, mas que a rejeitou. O ex-prefeito de Costa Rica disse que Marquinhos ofertou-lhe a coordenação de campanha do PSD na parte norte de MS, que concorresse a deputado federal ou, então, a uma vaga na majoritária (de vice ou que concorresse ao Senado). O emedebista disse ter respondido a Marquinhos e apontado as razões do não. Explicou ao pré-candidato que participaria da eleição, mas do lado do MDB, seu partido. CONCORRENTES Pelo menos cinco partidos anunciaram até agora a intenção de disputar o governo de MS. O União Brasil, com a pré-candidata Rose Modesto, deputado federal que era do PSDB; o ex-governador Zeca do PT renunciou a pré-candidatura, mas o partido informou que logo divulga o nome da (o) substituta (o); Eduardo Ridel concorre pelo PSDB; o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos, pelo PSD; e o ex-governador André Puccinelli, pelo MDB. A assessoria do Capitão Contar disse que o deputado estadual é pré-candidato ao governo do Estado pelo PRTB.