Policiais cobravam propina para liberar veículos e desviavam drogas apreendidas - - CANAL MS

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terça-feira, 26 de abril de 2022

Policiais cobravam propina para liberar veículos e desviavam drogas apreendidas -

Dez policiais civis são alvos da operação desencadeada nesta segunda-feira (25) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. - Agentes da ativa e aposentados são acusados de série de crimes, entre os quais tráfico de drogas e cobrança de propina para liberar veículos apreendidos ou recuperados, principalmente caminhões. A operação recebeu o nome de “codicia”, que em espanhol significa “ganância”. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária, um mandado de medidas cautelares alternativas à prisão e 16 mandados de busca e apreensão. A 1ª e a 2ª DP foram lacradas e o atendimento ao público concentrado na Delegacia da Mulher. O trabalho foi acompanhado pela Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e teve apoio do Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e de policiais militares do 4º Batalhão. Ao contrário do informado inicialmente, a investigação não envolve PMs. - A organização criminosa formada por policiais civis é acusada de concussão (usar o cargo público para obter vantagem indevida), peculato (se apropriar ou desviar bem público) e tráfico de drogas. Segundo o Gaeco, os crimes ocorreram no âmbito das delegacias de Polícia Civil em Ponta Porã. As investigações começaram em maio de 2021 após policiais civis da 2ª DP cobrarem propina para devolver às vítimas uma carreta tomada em assalto e recuperada na fronteira. Parte do pagamento foi feita por Pix, operação que ajudou a comprovar o crime. Durante dez meses de investigação, o Gaeco identificou que a associação criminosa formada por policiais civis (aposentados e da ativa) se utilizava das delegacias de Polícia Civil de Ponta Porã para obter vantagens patrimoniais indevidas, especialmente relacionadas à gestão de veículos apreendidos e sob a responsabilidade das unidades policiais. O grupo especial descobriu também a existência de associação para o tráfico, cuja droga comercializada era, algumas vezes, retirada do depósito da delegacia de polícia por um escrivão e repassada aos seus comparsas para a revenda. Os nomes dos alvos não foram divulgados. -