Para Waldeli o agronegócio tem que ser uma via de mão dupla: “não adianta nós produzirmos e o consumidor não conseguir comprar", defende - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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terça-feira, 10 de maio de 2022

Para Waldeli o agronegócio tem que ser uma via de mão dupla: “não adianta nós produzirmos e o consumidor não conseguir comprar", defende

 O ex-prefeito de Costa Rica/MS, Waldeli Santos Rosa (MDB) alertou para as dificuldades que o consumidor brasileiro está sofrendo com a alta dos preços e aumento da inflação. Ele abordou o assunto durante entrevista ao PodCast do jornal O EstadoMS quando falou sobre o cenário político e sobre as conversações a respeito de sua participação no processo eleitoral deste ano. 

 

Prefeito por quatro mandatos quatro mandatos (2001/2004 – 2005/2008 – 2013/2016 – 2017/2020), Waldeli conversou por mais de 30 minutos com o jornalista Rafael Belo e relembrou os bons resultados alcançados na gestão do município que foi considerado referência nacional por meio de reportagens da imprensa nacional.  

 

“Tivemos uma educação de primeiro mundo ”, assinala ao mencionar as melhorias adotadas para incentivar o aluno ir à escola. "Costa Rica foi modelo de gestão nacional ao mostrar como fazíamos o controle de gastos e a administração do dinheiro público, assim também por conseguirmos pagar salários extras aos professores por meio do FUNDEB”, lembra.  

 

Ao comentar o cenário político nacional, Waldeli aponta que a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e ex-presidente Lula é irreversível, sem espaço para a chamada terceira via. Ele, no entanto, chama a atenção para os efeitos perversos da inflação que está corroendo os salários.   

 

Empresário do setor agropecuário, Waldeli, no entanto, não se sente à vontade quando a inflação impede seus funcionários de comprarem o que ajudou a produzir. “Nós tivemos um governo para o agro maravilhoso, eu como agropecuarista do sistema acho que foi um belo governo, mas se eu pensar em quem consome o produto, será que foi benéfico para a mesa do consumidor da classe E e D?", questiona.  Para ele, o agronegócio tem que ser uma via de mão dupla. “Não adianta nós produzirmos e o consumidor não conseguir comprar". 

 

Durante a entrevista Waldeli revelou seu retorno ao cenário político, após recuperar-se da Covid 19, quando ficou internado 18 dias, 12 dos quais, na UTI – Unidade de Terapia Intensiva. “Tinha decidido a abandonar a política, mas depois de alguns meses, refleti que tenho um legado e posso continuar contribuindo não só com Costa Rica, mas com todo o Estado”, ressaltou.  

 

O ex-prefeito afirmou que foi procurado por vários partidos, porém decidiu permanecer no MDB para contribuir com a pré-candidatura do ex governador André Puccinelli. Ele colocou seu nome à disposição do partido para a chapa majoritária, mas entende que muita coisa ainda vai acontecer. “Busco espaço no partido, não pelo poder, mas para ajudar Mato Grosso do Sul. Tenho minha experiência de gestão para oferecer ao cidadão ”, disse na entrevista. 

 

Para ele, as principais decisões a nível estadual só acontecerão após as definições a nível nacional, uma vez que a senadora Simone Tebet, candidata do MDB à presidência da República sofre pressão para abandonar a candidatura.  

 

Caso isso aconteça, analisa ele, a senadora terá a preferência para disputar a vaga do Senado. Waldeli coloca se como opção para vice de André, caso o partido decida por lançar chapa pura, mas entende que o MDB pode fazer alianças para chegar ao segundo turno. “Sou soldado do grupo e temos que ganhar as eleições” acentuou.