Juiz alega "grave violência" e mantém mãe e filha presas por latrocínio - - CANAL MS

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Campo Grande (MS),

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sábado, 30 de julho de 2022

Juiz alega "grave violência" e mantém mãe e filha presas por latrocínio -

 A Justiça de Campo Grande converteu o flagrante em prisão preventiva de Lucimara Rosa Neves, 43 anos, e Jessica Neves Antunes, 24 anos, mãe e filha, presas por crime de latrocínio (roubo seguido de morte). No despacho, foram consideradas a natureza do crime, empregada com violência e gravidade do crime. - Lucimara e Jessica estão presas pela morte da pecuarista Andreia Aquino Flores, morte por asfixia durante roubo ocorrido na quinta-feira (28), em Campo Grande. As duas trabalhavam para a vítima e queriam força-la a fazer Pix de R$ 20 mil, mas a ação criminosa fugiu do controle.


Durante audiência, Jessica Neves alegou tem residência fixa no Bairro Tiradentes e que tem dois filhos, de 6 e 3 anos. Ainda suspeita estar grávida. Também alegou que trabalha de forma autônoma há cinco dias, vendendo pasteis e angariando renda de R$ 500.


A mãe alegou que mora na Vila Planalto com a companheira e dois enteados, uma amiga e os dois filhos dessa mulher. Após sua prisão, a companheira rompeu relacionamento e, por isso, Lucimara iria morar com a filha, Jessica, no Tiradentes. A única fonte de renda era o trabalho de empregada e motorista da vítima.

No despacho assinado pelo juiz plantonista, Aluizio Pereira dos Santos, ele considerou a natureza do crime, “praticado com emprego de grave ameaça e violência (...), bem como a ausência de comprovação de trabalho lícito e residência fixa.


“O fato delituoso é grave, foi praticado mediante violência ou grave ameaça à pessoa, de modo que infiro não ser recomendável a concessão de medidas cautelares mais brandas”, avaliou o magistrado.


Crime – De família tradicional de Ponta Porã e dona de vasto patrimônio, Andréia, 38 anos, foi encontrada morta em casa, num condomínio da Chácara Cachoeira, em Campo Grande.


Primeiro, mãe e filha, funcionárias da pecuarista, relataram versão fantasiosa de que foram rendidas após compras num atacadista da Rua Marquês de Lavradio, Jardim São Lourenço, e forçadas a entrar no condomínio. Durante o crime, teriam permanecido amarradas e Lucimara ainda foi obrigada a dar fuga para os assaltantes, os levando até o Bairro Tiradentes.


A versão caiu por terra horas depois, quando as câmeras do atacadista mostraram o homem entrando no Jeep, de propriedade de Andréia, enquanto as funcionárias guardavam as compras. O assalto era para forçar a pecuarista a transferir dinheiro, foram citados valores de R$ 20 mil a R$ 80 mIL.